Entrevista com Guy e Will para a imprensa mexicana

07 março, 2010

O Grupo Reforma, do México, entrevistou o Will e o Guy momentos antes do show do Coldplay no Foro, no dia 6 de março. Assista à entrevista e leia sua tradução clicando no link abaixo. Confira também um vídeo que a agência de notícias mexicana publicou, com trechos da apresentação.

Entrevista para Grupo Reforma

No final dos anos noventa, vocês formaram a banda que seria hoje um sucesso tremendo. Hoje o Viva La Vida é um grande sucesso. Por que vocês acham que isso aconteceu?
WILL: Nós sempre nos sentimos muito sortudos. Desde muito cedo, nos deram essa oportunidade. Algumas pessoas depositaram confiança na gente, acreditaram na gente. Aproveitamos essa oportunidade e nos esforçamos muito, passamos muito tempo viajando em turnê e gravando álbuns. Então acho que o porquê foi essa combinação entre trabalho árduo e oportunidade.

E quanto ao Viva La Vida: o que faz com que ele tenha tanto sucesso e o como ele se distingue dos primeiros álbuns?
GUY: Acho que nós deliberadamente tentamos fazer algo que nunca havíamos feito antes, tentamos usar instrumentos diferentes, cantamos juntos muitas vezes e fizemos músicas de maneiras diferentes, com estruturas diferentes. Além disso, o Brian Eno foi uma grande influência na configuração desse álbum. Ele ensinou muita coisa para a gente durante a gravação. A gente sentiu a necessidade de progredir em relação ao nosso estilo de gravação e de músicas e maneiras de trabalhar que havíamos explorado até então e queríamos continuar nos divertindo com isso, passando tempo juntos para isso.

Isso quer dizer que os fãs vão ter novas experiências com o novo álbum, impressões parecidas com as que tiveram com o Viva La Vida?
WILL: Não sabemos ainda, o álbum não ganhou forma ainda. Tudo o que sabemos é que queremos tentar algo diferente de novo. Vamos ver o que vai sair.

Mas vocês gostariam de manter esse estilo mais pop, mas sonoro que vocês exploraram no Viva La Vida?
GUY: É difícil saber. Até o momento, trabalhamos bastante com instrumentos acústicos, mas ainda não sabemos para onde vamos levar isso. Nunca sabemos aonde nossos álbuns vão acabar no final. Sempre percorremos diferentes caminhos, progredimos e depois voltamos, então é muito difícil fazer uma previsão.

Vocês já têm algum nome em mente para o novo álbum?
GUY & Will: Ainda não

É sabido que o Viva La Vida foi álbum que se inspirou em um ícone do México, a Frida Kahlo. Vocês vão manter essa influência mexicana para o próximo álbum?
WILL: Estamos sempre abertos a influências, de diferentes esferas. Pode ser que hoje ou amanhã a gente veja algo que faça acender uma fagulha de criatividade, vai saber a maneira como uma música pode surgir. Todas essas experiências ajudam bastante, mas nós também nos esforçamos muito, por isso que, quando alguém reserva algum tempo para nos dizer que as músicas tiveram algum tipo de impacto em suas vidas, nos sentimos realmente orgulhosos e sortudos por estarmos onde estamos.

Alguém em particular?
WILL: Eu só lembro de uma pessoa falando de uma música chamada The Scientist. A pessoa estava muito doente e o médico disse a ela que ela não viveria por muito tempo. Mas a pessoa não desistiu e continuou. Ela disse que a música a ajudou nesse ao longo desse momento difícil e ela sobreviveu. Achei essa história incrível, mesmo que a música tenha influenciado apenas em uma parte insignificante de sua recuperação.

Nós sempre tentamos nos certificar que fazemos o possível para ajudar, como no caso do Haiti, em que tocamos em um programa de TV. Nós também estamos trabalhando com uma instituição beneficente para crianças em Londres, que ajuda crianças sem proteção de Londres, dando a elas um refúgio e educação. É uma instituição bem próxima de nós, perto de onde todos nós vivemos, e que ajuda crianças da nossa comunidade. Nós tentamos fazer algo positivo com o sucesso que temos

Se vocês tivessem interpretar as catástrofes mais recentes que aconteceram no mundo, no Chile, no Haiti e as geleiras derretendo, o que vocês diriam que está causando tudo isso? Alguns dizem que é a reação do planeta.
GUY: É difícil dizer. Acho que terremotos são provavelmente diferentes do derretimento das calotas polares, que são reflexo da ação do homem. Mas terremotos, talvez, são previstos. Mas acho que realmente todos nós devemos tomar conta do planeta. As ações ecológicas estão melhorando, mas sempre tem muito por fazer.

WILL: Às vezes, trazemos nossa família junto com a gente, o que é ótimo. Somos muito gratos por podermos bancar isso, por podermos trazer as crianças para nos acompanhar por um tempinho durante a turnê. Isso não seria possível dez ou cinco anos atrás, ou seja, somos muito sortudos por podermos fazer isso. Do contrário, seria muito difícil fazer o tipo de trabalho que fazemos sem o apoio das nossas famílias.

É verdade que os familiares de vocês estavam com vocês em Bogotá, na Colômbia?
WILL: A família do Jonny estava com ele.

Então você estava falando que a família acompanha vocês em algumas viagens…
GUY: É, às vezes, as crianças vêm junto com a gente.
WILL: É, o pai do Chris está aqui. É como se fosse uma grande viagem de férias em família.

E vocês vão fazer algum passeio, a algum museu, talvez?
WILL: Tomara. Temos algum tempo antes do show, então vamos tentar fazer alguma coisa, vamos tentar sair do hotel.

Foro Sol (6 de março de 2010)

Agradecimentos: Coldplaying (via twitter)

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