Coldplayer da Rodada: Rodrigo Saminêz

29 dezembro, 2015

2015 está quase acabando, mas ainda dá tempo de conhecer o último Coldplayer da Rodada deste ano. Este mês trocamos uma ideia com o Rodrigo Saminêz.

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 1) ‘Oh, let’s go back to the start?’ Queremos saber como e quando você começou a ouvir Coldplay.

Existe um filme de 2006 chamado Wild (Selvagem) que tem uma cena que toca Clocks. Pela primeira vez na minha vida eu me encantei com um som. Pela primeira vez uma música realmente me tocou, mexeu comigo. Confesso que nem prestei mais atenção no filme depois disso.

Assisti ao filme em 2009 e depois fiquei um bom tempo (bom tempo mesmo, quase um ano) tentando descobrir que raio de música era essa. Eu era pequeno, então realmente não tinha vergonha: lembrava os minutos exatos do filme em que a música tocava, então todo mundo que ia à minha casa eu pegava o DVD do filme e perguntava que música era aquela. Até que um belo eu dia mostrei a música pra uma prima minha, Regina, que conhecia a música. Ela me apresentou a música completa, ao resto do disco e ao resto da discografia da banda até aquele momento. Meus primeiros contatos com a banda eram magníficos. Eu tive acesso à uma coisa muito nova pra mim. Foi a banda que me ensinou a ouvir música. Que me mostrou de maneira intrínseca a mim mesmo (mas que eu custei pra perceber) a criação divina mais linda de todas: a arte (quanta responsa pra “banda dos elefantinhos”, né?). Foram esses caras que me mostraram que tem uma maneira bem legal de expressar qualquer tipo de sentimento, por mais particular e incompreensível que seja.


2) Em 2015 tivemos o lançamento do sétimo álbum de estúdio do Coldplay. Para você, qual é a melhor música do disco, qual é a pior… Enfim, qual é o saldo final do “A Head Full Of Dreams”?

É muito complicado avaliar um disco do Coldplay imparcialmente, creio que falo por todos os fãs. No meu caso, por motivos que eu já listei na pergunta anterior, mas cada um tem seu por quê. Mas curti bastante o disco, ele é gostoso de ouvir, tem um gosto doce, ao mesmo tempo suave e açucarado. Birds e Up&Up são minhas favoritas, sem dúvida alguma. Birds me dá uma vontade (que nem eu ainda compreendi direito) de sair pela rua abraçando todo mundo. Ela tem um dos trechos mais lindos que o Coldplay já escreveu (come on and raise it/ come on and raise this noise/ for the million people/ who got not one voice/ come on it’s not over if you/ mean it say loud/ come on all for Love/ out from the underground) e Up&Up é um desfecho como nenhum outro. Vejo-a como uma “música infinita”, que se renova a cada vez que é ouvida e dá aquela sensação que podia não acabar nunca. É um abraço musical.

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Já nos contras, fico com X Marks The Spot. Não vejo absolutamente nada de Coldplay nessa música, nem sei muito o que dizer. Ela me tirou do álbum de uma maneira tão grande e tão desnecessária que sempre pulo quando estou ouvindo o disco todo. É um buraco no meio do disco. E creio que Hymn for the Weekend tem um problema sério de produção. Ela é, com certeza, a música mais exagerada do disco, e creio que muito desse exagero se deve a produção da Stargate, que já está acostumada a fazer músicas nesse estilo. Mais uma vez, o Coldplay deu a impressão de entregar a música pros produtores…


3) Desde o álbum “Viva la Vida or Death and All His Friends” os shows em grandes estádios tomaram o lugar dos intimistas. Se você tivesse que escolher uma canção da “nova fase” da banda para encaixar no setlist dos shows dos três primeiros discos, qual seria?

Acho que temos músicas certas pra cada turnê: pra turnê do Parachutes, creio que Oceans seria a melhor música a se indicar, por motivos quase óbvios; Pra turnê do A Rush of Blood to the Head, escolho Everglow: uma das músicas da fase nova que mais me lembra os primeiros anos da banda, por ter o Coldplay em essência: apenas os quatro tocando, sem samples e alguns (poucos) músicos de apoio do lado de trás do palco, bem como era nessa época; pra turnê do X&Y, fico com Ghost Story. Essa música me lembrou o X&Y desde a primeira vez que a ouvi, principalmente o solo do Jonny. Pra mim, todas essas encaixariam perfeitamente em cada turnê.


4) “Adventure Of a Lifetime” é o primeiro single do “A Head Full Of Dreams” e a banda já fez várias performances da música. Em sua opinião, qual música do novo trabalho do Coldplay merece ser o próximo single e como seria o clipe ideal para ela?

Up&Up, com certeza. Não é uma música muito comercial, principalmente pelo seu tamanho, mas eu sinceramente penso que isso não seria empecilho pros caras lançarem a música como single. É uma música tão agradável de ouvir, tão visceral, que a gente acaba esquecendo que tem quase sete minutos.

Imagino um clipe cheio de cores, com muitas pessoas, algo parecido com o clipe (maravilhoso) de A Sky Full of Stars, com uma multidão cantando o refrão com toda força possível (e, se possível, sem macacos)!


5) Se você tivesse a chance de acompanhar a banda inteira em uma viagem para qualquer lugar do Brasil (para apresentar os pontos turísticos, a música e a cultura em geral), que lugar você escolheria?

Olha, essa pergunta me tirou o sono… mas eu realmente escolheria a minha cidade, Brasília (por que não né?). Não só por ter mais domínio dos pontos turísticos, mas por ser uma cidade que eles ainda não conhecem e rica de história e cultura (e vai que eu convenço eles a passar por aqui com uma turnê…). Brasília tem vários pontos culturais legais, com uma galera legal, só é necessário procurar por eles…


6) Balões amarelos, borboletas de papel, lasers, xylobands, telões de 360º e até câmeras descartáveis já foram diferencias levados para a estrada durante as turnês do Coldplay. Na ‘nova era’ já tivemos contato com chimpanzés e belas projeções. O que você espera ver na tour “A Head Full Of Dreams”?

As Xylobands sempre trouxeram uma certa magia bem particular pros shows do Coldplay, seria muito legal ter a presença delas mais uma vez. Mas a arte do A Head Full Of Dreams se baseou em colagem e detalhes. Mostraram com o #myAHFOD que a arte do disco é interativa e que cada um pode fazer sua própria arte. Acho que seria legal eles explorarem essa área da interatividade na turnê. Algo que fizessem os fãs interagirem com a banda de uma maneira mais direta. Eles agora estão com um projeto dos próprios fãs indicarem músicas pra setlist dos shows, e acho essa ideia fantástica. É esse tipo de interação que eu acharia interessante pra A Head Full of Dreams Tour; creio que não é algo fácil de fazer, mas assim que eles gostam né?

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7) (Pergunta do Vitor Nascimento) Se você pudesse escolher um dos integrantes para passar o dia com ele, qual seria?

Fácil: Jonny Buckland. Pelo menos pra mim, ele tem uns traços de um cara meio tímido, mas que nunca recusaria uma conversa com um pequeno grupo de pessoas, passar um tempo trocando ideias e debatendo alguns assuntos. E que com certeza teria muito a acrescentar.

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Muito obrigado, pela entrevista, Rodrigo!

E então, curtiu e quer tentar a sorte para protagonizar a próxima entrevista?
É muito simples! Basta clicar aqui para saber como participar.
O Coldplayer da Rodada volta em janeiro de 2016!
Esperamos a sua inscrição. Boa sorte e feliz 2016!

God give me style and give me grace. God put a smile upon my face!

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