Coldplayer da Rodada: Paula Valladares

25 agosto, 2015

É hora de mais uma entrevista do ‘Coldplayer da Rodada’. A Paula Valladares foi a sorteada de agosto e bateu um papo incrível com a gente!

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1) Vamos partir da ‘estaca zero’, e como diria a própria música: “do começo a sua própria maneira”. Conte pra gente, quando e como você conheceu o Coldplay?

A primeira vez que escutei Coldplay foi em uma novela de 2001, chamada “Um anjo caiu do céu”, da TV Globo, onde tocava “Trouble”. Me lembro que eu comprei o cd da novela porque gostava muito de uma outra música, e sempre pulava Trouble quando ela tocava hahaha, olha isso, muito triste! Em 2003 meus pais compraram o A Rush e sempre escutavam o cd, minha mãe amava “Clocks” e meu pai, “Warning Sign”. Eu ainda não dava muita bola, mas calma gente, tá chegando o grande dia! Enfim, em uma manhã sagrada de 2005 haha, minha mãe começou a ver o clipe de “Speed of Sound”, na TV, e aumentou muito o volume. Eu ainda estava na cama, mas acordada, e comecei a ouvir e fiquei chocada com a perfeição daquela música. Pulei da cama e fui direito ver o nome do clipe e tudo mais. A partir daí comprei o X&Y e tudo começou!


2) O Coldplay já veio ao Brasil quatro vezes: 2003, 2007, 2010 e 2011. Você teve a oportunidade de ir a algum dos shows? Já se meteu em alguma aventura ou fez alguma loucura pela banda?

Sim! Infelizmente em 2003 eu ainda não era fã da banda, mas em todas as oportunidades que tive eu pude ir! Fui a um dos três shows da banda em 2007 em SP, a dois em 2010 (um no Rio e um em SP) e ao Rock In Rio 2011. Muitas aventuras, quando o assunto é Coldplay, não pode ser diferente! Em 2007 eu tinha 16 anos e não consegui ingresso, todos já estavam esgotados. Eu fiquei tão mal que comecei a buscar loucamente algum ingresso, e encontrei um no Mercado Livre, e acabei o comprando por 800 reais, e eu nem tinha dinheiro pra pagar! O ingresso foi enviado até minha casa e minha mãe me obrigou a devolvê-lo. A pessoa que tinha me vendido me ligou dizendo que ia chamar a polícia pra mim e tals, muito tenso! Haha Fiquei numa tristeza sem tamanho, até que meus pais me surpreenderam com um ingresso para o segundo show da turnê + excursão pra SP, com tudo pago! Em 2011 eu cheguei no Rock in Rio às 8 da manhã, o show era o último do dia, fiquei umas 15 horas esperando, com fome, com vontade de ir ao banheiro, debaixo de um sol de rachar, só pra conseguir pegar a grade, porque show do Coldplay sem grade, não dá!

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3) Sabemos que você é uma Coldplayer das antigas e, por já ter vivido muitos momentos ao som da banda, queremos saber: qual é sua b-side favorita e como seria o clipe ideal para essa música?

Eu diria One I Love. Pra mim, um clipe ideal é sempre quando aparece a banda toda, seja tocando ou interpretando algum papel. Mas pra One I Love eu faria um clipe com a banda tocando e enquanto isso passaria alguns flashes de momentos engraçados, emocionantes e inusitados da turnê, no caso a do A Rush. Seria algo como o Tour Diary do Live 2003, que é o melhor Tour Diary de todos os tempos!

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4) Capas de discos, vídeos, composições, apresentações beneficentes, inovações nas turnês… Coldplay é uma banda preocupada com a ideia que suas obras transmitem. Entre todos os trabalhos já lançados, qual é a sua combinação favorita de capa-título e qual mensagem ela te transmite?

Minha combinação favorita seria X&Y-Square One. O X&Y é meu xodó eterno, amo a ideia do código Baudot da capa e confesso que já fiquei séculos convertendo meu nome e outras palavras para o código. Square One por que é uma música que possui uma letra que pra mim tem um significado muito interessante, me transmite a ideia de que realmente sempre precisamos de alguém que nos escute, que nos dê atenção, não importa como sejamos. Muitas vezes somos difíceis de ser compreendidos, como se carregássemos verdadeiros códigos.

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5) Coxinhas? Não, os verdadeiros fãs de Coldplay são conscientes (hahaha). Se você tivesse que criar um projeto beneficente inspirado pela banda, qual seria a causa defendida e qual seria o nome?

Eu criaria um projeto especializado em alegrar as pessoas bastante debilitadas e que infelizmente estão internadas em hospitais e que não possuem nenhum tipo de motivação ou expectativa. O projeto se chamaria: “We Live In a Beautiful World”, e seria responsável por transmitir coisas boas e muita diversão, mostrando a essas pessoas que elas devem sim seguir em frente e lutar por seus objetivos. As músicas do Coldplay têm muito disso, eu as vejo como músicas encorajadoras, músicas que nos incentivam a tentar, a não desistir dos nossos sonhos e metas.

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6) É inquietante refletir sobre toda a discografia do Coldplay e imaginar o que eles estão aprontando para o “A Head Full Of Dreams”! O próximo álbum pode ser o que a banda enxerga como o capítulo posterior das cores do “Mylo Xyloto” e da escuridão do “Ghost Stories”, pode se aproximar mais da vibe dos três primeiros discos de estúdio, pode ser uma mistura de tudo o que eles já fizeram ou ainda uma coisa totalmente nova! O que você espera?

Como eles mesmos já disseram, parece que o próximo álbum será bem otimista, muito diferente da melancolia do Ghost Stories. O que eu de fato gostaria, é que o novo álbum abordasse temas mais diversos, com letras mais variadas, que contem alguma história ou que nos façam refletir sobre as coisas. Também gostaria de um álbum mais rock, com mais guitarra e sem bateria elétrica. Enfim, quero canções mais intensas!

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7) (Pergunta da Susan Dias) O que o Coldplay acarretou de benéfico em sua vida, e se você pudesse resumir em uma palavra essa banda, qual seria?

O Coldplay me ajudou muito a ser mais ativa, mais corajosa, mais independente, mais madura, mais disposta, a correr atrás das coisas que quero, a perder a timidez. Viajar sozinha, andar por aí feito louca procurando coisas deles pra comprar, vender coisas pra juntar dinheiro pra ir aos shows, fazer amigos pela internet (minha melhor amiga é minha companheira de Coldplay e eu a descobri pela internet, por causa deles!).Eu resumiria o Coldplay na palavra “mudança”. Eu diria que minha vida pode ser dividida em duas fases: a fase pré-Coldplay e a fase pós-Coldplay. Isso mostra a tamanha importância que eles tiveram e têm na minha vida, é como se eles fizessem parte mesmo, como se fossem companheiros de verdade.


Muito obrigado, Paula! Foi uma honra contar um pouco da sua história com o Coldplay. Além disso, temos certeza que todo coldplayer se empolgou com suas palavras, pois, através do seu amor pela banda, é impossível não se identificar, não se contagiar e não se inspirar.

E então, curtiu e quer tentar a sorte para protagonizar a próxima entrevista?

É muito simples! Basta clicar aqui para saber como participar. Esperamos a sua inscrição. Boa sorte!

Vitor Babilônia

Vitor Babilônia é Editor-Chefe do Viva Coldplay e Roteirista da Rede Globo. Sua formação passa por instituições como Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Vancouver Film School. Ele é fã da banda desde 2004.

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