“Eles terão que lutar para arrancar das nossas mãos.” Diz Will Champion sobre o quinto álbum.

26 julho, 2011

Em uma recente entrevista para a última edição da Q Magazine, o artigo intitulado “Meninos do Riso” fala um pouco sobre as influências, inspirações e as mudanças que ocorreram durante o processo de construção do quinto álbum no decorrer dos últimos meses. Clique no leia-mais para ler toda a matéria.

 

Eles já deveriam ter dado o polimento final no iminente quinto álbum preparado para outono deste ano. Só que eles ainda não o fizeram! O título ainda está indefinido numa lista de 3 nomes,  o “tracklist”  também não foi decidido e ainda estão realizando algumas mixagens.  É de fato o mesmo cenário de roer as unhas que a Q [magazine] encontrou em 2008 quando visitamos o país e acompanhamos por 11 horas as etapas do que se tornou Viva La Vida Or Death and All His Friends.

“Sim, é a moda típica do Coldplay”, brinca o baterista Will Champion. “Estamos deixando para o último minuto. Nós vamos continuar até que, literalmente, tenha que sair para a masterização e a prensa. Eles terão que lutar para arrancar das nossas mãos. O quinto álbum não começou “a sério”, diz Champion.  Até março passado teve que  ser desfeito e iniciado de novo três meses depois. Comprometendo-se quando Martin disse que o novo álbum seria mais “acústico” e “intimista”, o que acabou caindo no esquecimento. “Estamos propensos a dizer coisas antes de escrever um álbum o que prova estar totalmente errado”, explica o baterista.

 “Chegou um ponto no verão passado, quando percebemos que tínhamos diferentes tipos de músicas em vários estilos, então ao invés de fazer um álbum que é todo despojado, decidimos então jogar tudo na mesma cesta. É verdade que nós demolimos coisas, mas muitas dessas canções se tornaram antecedentes do que você vai ouvir no álbum acabado. É tudo parte do nosso processo musical evolutivo .”

Enquanto ainda estavam instalados na “The Bakery”, seu estúdio “secreto” num beco nos arredores de Hampstead, para esse disco eles expandiram suas operações para um novo espaço chamado “The Beehive”. “É como um velho salão”, descreve Champion, “um grande espaço onde podemos tocar juntos. Muitas vezes, quando você está fazendo um álbum você pode ficar alienado num ambiente de estúdio. The Beehive foi um movimento deliberado para nos levar a tocar juntos e para que pudéssemos ter uma idéia de como as músicas soariam com a banda ao vivo , em vez de esperar até que a gravação seja feita e, em seguida, cair na estrada. Noites de quinta foram nossas noites de Beehive. Nós estávamos lá tocando, quase como num show.  Foi, literalmente, uma atividade de colmeia. Eramos todos abelhas operárias. “

Com a gravação entre Beehive e The Bakery, o álbum mantém a fórmula vencedora de Viva La Vida … equipes de produção, incluindo Markus Dravs, os engenheiros de gravação de som do grupo Dan Green e Rik Simpson, e o Midas de estúdio Brian Eno.“Para este álbum, Brian colabora mais como escritor do que como produtor. Ele esteve conosco mais nas fases iniciais, quando as músicas foram sendo criadas, embora a sua influência esteja em toda parte. Ele é onipresente, mesmo quando ele não está no prédio, ele deixa a sua aura em volta para inspiração. Brian é um semeador de sementes enquanto Markus é o agricultor. Ele tem incríveis poderes de concentração, muito além dos nossos”.

A prévia do single de Every Teardrop Is A Waterfall , ofereceu o primeiro gosto do que Champion prometeu ser um álbum “vibrante”, balançando os quadris ao ritmo da salsa inspirados pelo hit  I Go To Rio de Peter Allen (1976) [leia-mais sobre a musica clicando aqui]. Outras canções confirmadas incluem a “estilo-U2” Major Minus, a balada acústica Us Against The World,  Hurts Like Heaven, Princess of China e o clássico instantâneo Charlie Brown. “Que foi apontada desde cedo como certa”, concorda Champion. “Em determinado momento houve uma letra que aludiu a Charlie Brown, o personagem de Snoopy, mas realmente é apenas um nome.”

Os comentários anteriores de Martin sobre encontrar inspiração no movimento de resistência anti-nazista White Rose de fato deixou marcas. “Há um punhado de canções no álbum sobre a tentativa de se expressar em um mundo sombrio”, confirma Champion. “Um monte de letras de Chris referem-se as pessoas com as suas cabeças erguidas, mesmo estando sendo oprimidas.”

Também deve ser do agrado de Adam Ant saber que o Coldplay descartou o estilo “Revolução Francesa” que afirma insistentemente ter sido roubado dele. O Coldplay o substituiu em favor de uma imagem de gangue nova-iorquina dos anos 80. Dessa vez, porém, o estranhamento deve surgir entre os integrantes remanescentes do The Clash. “Hm, parece mesmo o Clash, não parece?”, diz Champion, sem jeito. “Quando eu vi as fotos de divulgação, a primeira coisa que eu reparei foi o quanto o Chris estava parecendo com o Joe Strummer”.

 

Agradecimentos Suzana que ajudou com a tradução;

@diegolsc

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