O Coldplayer da Rodada – Entrevista #6

29 setembro, 2013

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Hoje é dia de conhecer a Coldplayer Ana Paula que, mediante sorteio no domínio sortei.me, assumiu o posto de protagonista dessa rodada! A equipe do VivaColdplay agradece a todos os Coldplayers que efetuaram suas inscrições. Não se esqueçam, quem enviou o nome anteriormente continua participando e pode ser sorteado numa próxima rodada. Fiquem atentos! É claro que novas inscrições são sempre bem-vindas, basta enviar nome e sobrenome para o e-mail: contatovivacoldplay@mail.com e contar com a sorte para ser o próximo(a) entrevistado(a). Clique em “leia mais” para conferir a entrevista.

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Ana Paula de Almeida
Aparecida – São Paulo
22 anos
Jornalista (atua como analista de mídias sociais)
Twitter | Blog

1 – Antes de tudo, nos responda uma pergunta inevitável, como e quando você conheceu o Coldplay?

Eu tinha 13 anos, foi em 2004, e a música que mais tocava nas rádios era Speed Of Sound. Eu confesso que já estava até enjoada de tanto que ouvia, até que um dia começou a tocar Fix You. Aquela música me provocou alguma coisa que eu não soube explicar (provoca até hoje) e eu corri pra saber que banda era aquela. Aí eu conheci o Coldplay e fiquei obcecada pra conhecer mais sobre a banda que, com uma música, tinha conseguido me provocar sensações que eu desconhecia e que era tão mágico. Então um amigo da minha sala disse que já conhecia, que eles eram incríveis, e ele me emprestou o CD Parachutes e o X&Y. A partir daí, eu nunca parei de ouvir, um só dia, nesses 9 anos.

 

2 – Qual é seu álbum favorito e o que você espera do sucessor de Mylo Xyloto? 

Eu tenho uma relação de amor com X&Y, aquela coisa de primeiro amor, amor à primeira vista. Porém, é difícil escolher apenas um como preferido, porque a “batalha” entre Parachutes, A Rush Of Blood To The Head e X&Y, para mim, é extremamente acirrada… Acredito que o sucessor do Mylo Xyloto, tomando Atlas como referência, irá seguir a linha do Parachutes (o que eu acharia simplesmente incrível). Mas, sei lá, como a música é pra uma trilha sonora, pode ser que o próximo álbum não tenha nada a ver com ela. De qualquer forma, é difícil o Coldplay fazer algo que eu não goste hahaha.

 

3 – Com “Atlas” presente no filme “Jogos Vorazes – Em chamas” Coldplay acumula mais uma composição em trilha sonora. Contudo, sabemos que esse tipo de recurso ultrapassa as telas, já que as músicas da banda se tornam tema de várias pessoas. Por isso, nos conte, qual seria a canção trilha sonora da sua vida?

Várias músicas do Coldplay estão presentes em momentos da minha vida, desde que eu os conheci. Mas, por ter sido a primeira e significar tanto para mim, tantos momentos bons que sucederam momentos ruins – onde eu tive que me reerguer de diversas formas e procurar forças quando elas pareciam não existir- Fix You é a minha trilha. Sei que a música também é a trilha de muitas outras pessoas. Na verdade, acho que poucas músicas que eu conheço tem um significado tão grande e tão complexo pra tanta gente, ela traduz mesmo aquele momento que tudo parece perdido, que parece não ter luz no fim do túnel, que a gente parece estar preso no passado, mas, que, de uma forma ou de outra, a gente acaba se reerguendo e se consertando.

 

Vídeo de Fix You, no Rock In Rio.

4 – Seja devido ao setlist ou qualquer inovação (como as Xylobands, grandes bolas amarelas e papéis picados), você tem uma turnê favorita?

A minha turnê favorita é a Mylo Xyloto, pois eu pude “quase” assistir (quase porque no Rock in Rio infelizmente não teve Xylobands ). Além disso, é a turnê que consagrou o fato do Coldplay ser, na atualidade,  a banda com melhor show, que sabe fazer excelentes apresentações para multidões.  É um espetáculo de cores, de sons, com setlist perfeito etc. Fico triste só de ela ter sido cancelada e não o Brasil ter ficado de fora. Mas, pelo DVD Live 2012, dá pra ter um gosto do que ela foi.

 

5 – Já esteve em algum show do Coldplay?

Sim, e foi um dos dias mais mágicos da minha vida. 1º de outubro de 2011, Rock in Rio. O maior festival de música do Brasil, um dos maiores do mundo, e a única coisa que eu queria ver no palco era meu quarteto preferido. Foi um dia incrível e eu estava com uma pessoa incrível do lado. Foram muitas horas de pé, esperando eles entrarem, e quando eles entraram, parecia que eu havia vivido a vida inteira para viver aquele momento. As luzes de  neon no palco anunciavam que ia começar Hurts Like Heaven e o Chris entrou pulando com o violão. Eu fiquei estática, paralisada, não tinha mais dor no pé, mais cansaço, mais sede, mais fome. Não tinham 100 mil pessoas na Cidade do Rock, éramos só nós seis, o Coldplay, eu e o Daniel. Nos primeiros minutos de show, parecia que eu estava vivendo um sonho, parecia que eu conseguia me ver de lá de cima no meio da multidão, eu não conseguia nem piscar. As primeiras músicas foram do Mylo Xyloto, ninguém conhecia, mas agíamos como se fossem as músicas das nossas vidas. E eram mesmo. Aí tocou Yellow e meu coração que parecia que havia parado,  contudo voltou a bater, para, logo em seguida, sair pela boca. Contudo, eu ainda estava segurando a onda. Então, tocaram In My Place e soltaram a primeira chuva de borboletas. Aí eu chorei até a hora que eles saíram do palco. Era um choro de tanta alegria, de tanta emoção, que eu até tremia. Eu soluçava e cantava junto, uma emoção que não dá pra descrever em palavras, só quem já esteve num show do Coldplay sabe como é. Não preciso nem falar que quando tocou Fix You aquela mesma emoção, que eu senti quando ouvi a canção pela primeira vez, voltou. Da mesma forma, na mesma intensidade, e eu explodi de felicidade. Chorei de lavar a alma! Foi o dia mais incrível da minha vida, o primeiro deles, porque eu ainda quero ir em muitos shows do Coldplay e eu sei, que cada um deles, será especial como o primeiro.

 

Imagem do arquivo de Ana Paula de Almeida

6 – Coldplay é frequentemente relacionado a projetos e campanhas beneficentes. Tanto engajamento auxilia pessoas carentes e detentoras de necessidades especiais. Além de órgãos independentes e privados. Entretanto, essa não é a única maneira que eles ajudam as pessoas, pois, como indica a letra de “Fix you”, também é possível “consertar alguém”. Você acredita que o som da banda tem esse alcance?

Sem dúvidas! O diferencial do Coldplay é que não é só uma banda cheia de hits, cada música tem uma mensagem muito bonita e positiva. Claro que sou suspeita por ser fã, mas muitas pessoas buscam na música as respostas que elas precisam, um conforto ou válvula de escape. Algo para chorar mesmo, porque, às vezes, é disso que a gente precisa. E o Coldplay tem isso, seja nas músicas mais melancólicas, como The Scientist, ou nas mais “pra cima”, como Charlie Brown. São músicas que não podem ser ignoradas, não são ouvidas sem provocar nenhum sentimento.

 

7O que você faria se encontrasse os quatro, ou pelo menos um deles, e a condição para se comunicar fosse utilizar parte de uma das músicas? Abuse da imaginação e dê uma nova sequência para o trecho selecionado de Atlas:“Some search for gold, some dragon to slay(…)”

 We searched for a reason to leave to love you, we never go find

 

8 – Que canção você analisa que, mesmo com potencial para single, foi desperdiçada? Imagine que é a responsável por dirigir um vídeo para essa música e descreva como seria.

Para mim uma música que seria um single perfeito é High Speed, do álbum Parachutes. Ela tem uma leveza boa, é melancólica e muito gostosa de ouvir. Se eu fosse dirigir um clipe para ela, colocaria um carro bem antigo na estrada, tipo um Cadillac, numa noite chuvosa e bem sombria. Só apareceriam pequenos detalhes do motorista, como as mãos no volante, os olhos e a boca. Enquanto dirige, passaria um filme na cabeça dele, onde se recorda do término de seu relacionamento. Já que a música fala de confiança, apareceriam alguns flashes de uma traição. Assim, o motorista viveria o dilema de lembrar, reviver, ou superar o relacionamento. Acho que seria mais ou menos isso (risos).

 

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Imagem do arquivo de Ana Paula de Almeida

9 – É possível definir com qual dos quatro membros você mais se identifica?

Me identifico bastante com o Guy, pois sou tímida, reservada. Também porque sinto a emoção nos olhos dele em cada música. Ele pode ser “na dele”, mas sempre se entrega e dá o melhor de si ao vivo. Além de ser ótimo no que faz.

 

10 – O que é ser Coldplayer? 

É chorar, sorrir, se emocionar, ficar feliz e se sentir mais forte a cada música do Coldplay que ouve. É sentir que cada música foi feita para você. É ler nas entrelinhas de cada letra o que nenhuma outra pessoa é capaz de ler. É ter trechos das suas músicas preferidas como lema de vida. É não ter vergonha de defender o Coldplay quando dizem que eles são “rock coxinha”. É não se surpreender com as declarações “polêmicas” do Chris. É sentir o coração acelerar com os solos do Jonny Boy. É pular junto com o Chris. É ver os olhos brilharem com as Xylobands. É contar os dias pro lançamento do novo álbum e comprar na pré-venda, mesmo sabendo que vai demorar um mês pra chegar. É conseguir amar todas as músicas de um jeito especial e diferente. É sentir que eles fazem parte da sua vida.

 

Muito obrigado pela entrevista, Ana Paula. Suas palavras demonstram uma admiração sincera e admirável pela banda. Sem dúvida você é uma Coldplayer!

Você que acessa o VivaColdplay, e também é um coldplayer com boas histórias para compartilhar, não deixe de enviar seu nome e sobrenome para, assim como a Ana, declarar seu amor pelo Coldplay.

Até a próxima rodada.

Vitor Babilônia

Vitor Babilônia é Editor-Chefe do Viva Coldplay e Roteirista. Sua formação passa por instituições como Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Vancouver Film School. Ele é fã da banda desde 2004.

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