O Coldplayer da Rodada – Entrevista #5

18 agosto, 2013

bannerChegou a hora de conhecer mais um Coldplayer! Muito obrigado a todos que efetuaram suas inscrições. Não se esqueçam, quem enviou o nome anteriormente continua participando e pode ser sorteado numa próxima rodada. Fiquem atentos! É claro que novas inscrições são sempre bem-vindas, basta enviar nome e sobrenome para o e-mail: contatovivacoldplay@mail.com e contar com a sorte para ser o próximo(a) entrevistado(a). Clique em “leia mais” para conferir a entrevista da fã protagonista da rodada: Rafaela Muriel, que, coincidentemente, completa 20 anos hoje (18/08). 

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Rafaela Muriel da Silva Farias
João Pessoa – Paraíba
20 anos
Estudante de Medicina
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1 – Por favor, nos conte como você conheceu o Coldplay e tente resumir seu sentimento em relação à banda em uma palavra: 

Eu sempre irei lembrar quando conheci a banda. Na época de “videoclash” na MTV, por volta de 2005, o clipe de Yellow estava disputando com outro clipe. No final, ele ganhou. Eu achei lindo, simples e perfeito, mas eu não sabia nada da banda, ate ouvir Clocks no celular de um amigo e, para minha surpresa, era a mesma banda do clipe que eu amei! A partir desse momento Coldplay se tornou um vício na minha vida. Para mim, só é possível resumir meu sentimento pela banda em duas palavras: AMOR INCONDICIONAL.

 

2 – O que você faria se encontrasse os quatro, ou pelo menos um deles, e a condição para se comunicar fosse utilizar parte de uma das músicas? Abuse da imaginação e dê uma nova sequência para o trecho selecionado de Swallowed in the sea : ”I could write a song a hundred miles long. Well, that’s where I belong and you belong with me.”

Primeiramente, eu só poderia agradecer pela dedicação de todos eles; pelo carinho com os fãs, pela músicas, por tudo… Acredito que não há nada como a letra de “Talk” para puxar uma conversa (risos): Oh brother I can’t believe it’s true I’m so scared about the future and I wanna talk to you Oh I wanna talk to you […]  Swallowed in the sea é uma música muito pessoal, a letra é forte e a melodia é incrível. Eu, como uma suposta compositora novata, imagino que uma continuação adequada para o momento seria: “I could sing many songs, write all the poems, the more you’ll be my safe harbor, your smile is my safe place.”

 

3 – É comum muitos fãs comentarem sobre a influência das músicas da banda no cotidiano. Existe alguma música do Coldplay que traz recordações ou sensações especiais para você?

As músicas se encaixam em muitas lembranças da minha vida, cada uma de um jeito especial, mas “Yellow” é a cara do meu namoro. Já salvei algumas versões para tocar no meu casamento (risos) e, claro, disse isso para meu namorado. Já antecipo que, se não concordar, não caso (risos). Na minha vida pessoal, “Fix You” é a melhor tradução de tudo o que passei: as perdas que me fizeram chorar, os erros que superei e as dores que venci nesse caminho. Quando escuto sinto que fiz o que podia, é um sentimento de alívio. Assim como a letra da música, prometi que aprenderia com meus erros e consegui cumprir isso.

 

     (Vídeo do canal: ColdplayVEVO)

 

4 – Nos conte qual é o seu álbum favorito e fale o que você espera do próximo álbum de estúdio.  

Todos são meus preferidos, por isso é difícil escolher apenas um, porém me identifico mais com o “X&Y”. O vejo como um álbum voltado do – eu – para o – você. Como na época foi meu primeiro CD, cada música tinha uma pessoa destinada. A forma como a reflexão do medo, a dúvida,  a esperança e o amor são colocados nas faixas, tornou o álbum perfeito. Em relação ao próximo álbum, é difícil prever alguma coisa depois da era colorida, um pouco eletrônica e misturada do “Mylo Xyloto”. O CD revolucionou e trouxe um ar mais jovem para banda. A participação inédita de uma cantora pop mostrou um ritmo diferente do que todos conheciam.  Além disso, o que me marcou no período desse álbum foi a explosão de brilho e luzes produzidas pelas xylobands. Nossa, foi incrível! Espero, que no próximo álbum, a acústica esteja de volta e as canções mais calmas, voltadas para o lado pessoal, prevaleçam. De qualquer forma, confio no trabalho dos meninos e tenho certeza que, independente do que vier, será um grande álbum.

 

5 – Coldplay estará na trilha sonora de “Jogos Vorazes – Em chamas” com a canção Atlas. Qual é a sua expectativa para a música, levando em consideração que a letra já foi divulgada por Chris Martin, e qual sua opinião sobre a participação da banda em uma trilha sonora? 

Nossa, fiquei extasiada com essa notícia! Com certeza a  letra é bem a cara da nova fase de Jogos Vorazes. Creio que o fato de ter uma música divulgada em um filme de grande repercussão é muito positivo, pois jovens que ainda não conhecem a banda terão essa oportunidade. É claro que é uma vitrine que atrai os chamados “posers”, mas isso também inclui consequências positivas. Certamente será uma ótima divulgação para o próximo álbum.

 

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(Foto do arquivo de Rafaela Muriel)

6 – Qual canção você analisa que, mesmo com potencial para single, foi desperdiçada? Se você fosse uma diretora de videoclipes, como faria um vídeo para essa música?

Warning sign tinha tudo para ser single. Eu amo essa musica! Ela é profunda, totalmente apaixonante. Se fosse para fazer um videoclipe, talvez pensaria em um casal. Ele estaria em um barco, no meio do mar, tentando encontrar um sinal de alerta e chegar até sua amada. Na parte “ […] and I realized That you were an island and I passed you by and you were an island to discover”ele a avistaria como uma miragem e, no final, durante o momento da letra: “Yes I crawl back into your open arms”  ele recuaria o barco até a costa. É bem sem sentido né ? Mas imagino dessa maneira (risos)

 

7 – Já esteve em algum show do Coldplay?

Infelizmente ainda não tive essa oportunidade :(( Quando ocorreu o show na Apoteose, em 2010,  fiquei sabendo muito em cima da hora e não tive tempo de planejar a viagem. Lembro que nesse dia me vesti de preto e fiquei de luto por não ter ido (risos). Chorei muito e fiquei bastante chateada. Só me restou assistir os vídeos pelo youtube. No Rock in Rio de 2011 já tinha tudo planejado, porém o calendário de provas da faculdade coincidiu com a semana do show e quem faz faculdade sabe que provas são totalmente importantes. Por isso, minha mãe não permitiu e foi mais uma noite de choro. Tive que acompanhar tudo através de um canal privado. Com a turnê Mylo Xyloto eu não poupei esforços e prometi que iria quando a turnê passasse pelo Brasil. Então no dia 13 de novembro de 2012 foi divulgado que a turnê iria passar pelo Brasil e meus olhos brilharam como nunca. Fiquei extasiada, pulei, gritei, a felicidade tomou conta de mim… Fiquei desesperada, já queria comprar as passagens e tudo, mas minha mãe pediu para aguardar a divulgação dos preços dos ingressos para fechar um pacote. Infelizmente três dias depois suspenderam a turnê na America latina. É impossível descrever a dor que senti, eu realmente achei que era a pessoa mais azarada do mundo. Fiquei esperando novas datas serem divulgadas, mas vocês sabem que isso não aconteceu. Ainda doí, mas temos que tentar entender os motivos da banda e torcer para que, na próxima tour, o Brasil não fique de fora e que, dessa maneira, eu possa finalmente ter a oportunidade de prestigiar a minha tão amada banda.

 

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(Foto do arquivo de Rafaela Muriel. Em que ela usa uma xyloband que ganhou em sorteio do Facebook. Sortuda, não é?)

8 – Uma banda que consegue reunir excelentes críticas, fãs fiéis e, ao mesmo tempo, adquirir fãs novos, certamente é uma banda grandiosa. Para você, qual é o segredo de uma carreira tão sólida, com ampla liberdade e possibilidade de renovação?

Coldplay é para todas as idades, um estilo único e inovador. É possível perceber que desde Safety EP até Parachutes, as músicas são temperamentais, com um toque de tristeza, mesmo em  letras que falam de alegria, e essa mistura tornou-se perfeita. Muita gente se identifica com a proposta que a banda tem de se envolver e falar sobre o sentimento pessoal. A qualidade foi reconhecida e a credibilidade aumentou após vencer Grammy’s, Brit Awards e outros prêmio. A sequência dos álbuns  garantiu músicas de qualidade e as incríveis turnês concretizaram o sucesso.  Enfim, para mim Coldplay é uma das poucas bandas que acompanha o ritmo musical do mundo. Além de sempre interagir com os fãs de um modo especial e transparecer uma vida pessoal digna, sem envolvimento com polêmicas… Eles só refletem bons exemplos. Por isso conquistaram uma carreira sólida, de sucesso e com ampla liberdade musical.

 

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(Foto do arquivo de Rafaela Muriel)

9 – Coldplay é frequentemente relacionada a projetos e campanhas beneficentes. Qual a sua interpretação sobre a importância de uma banda, com renome mundial, demonstrar engajamento em causas sociais?

Isso é ótimo! Com certeza é muito legal a banda se envolver com trabalhos desse tipo. É perceptível o quanto gostam de se importar. Muitos artistas fazem isso apenas para aparecer, por fama, e acredito que esse não é o caso do Coldplay. Acho fundamental para o engrandecimento pessoal e profissional deles e, esse exemplo, de lutarem pelo o que acreditam, nos fornece uma admiração ainda maior.

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(Foto do arquivo de: Rafaela Muriel)

10 – O que é ser Coldplayer? 

Ser Coldplayer é ser mais que fã, não uma pessoa obcecada, mas um fã para todas as horas. Para mim, escutar Coldplay, é uma sensação gostosa de fechar os olhos e se imaginar voando. Sou fã de carteirinha da banda, uma coldplayer louca. Claro, tem algumas músicas que eu amo e outras que não gosto muito, mas todas me trazem um sentimento inexplicável, uma felicidade muito grande! Ser Coldplayer é a banda se tornar parte de você, é estar num momento e pensar: cara, “don’t panic”, ou qualquer outra música, seria perfeita nessa ocasião. Você se importa, sorri, chora com eles. Sente-se uma criança ouvindo as músicas, sente um arrepio gostoso com cada refrão… É realmente a banda fazer parte de você! Não consigo imaginar como seria minha vida sem Coldplay, o mundo tão teria graça (risos).

 

Muito obrigado pela entrevista, Rafaela. Toda a equipe te deseja um feliz aniversário e um novo ano repleto de Coldplay! Suas palavras comprovam o quanto a banda está presente na vida das pessoas e isso é maravilhoso.

Você, nosso leitor, que também é um coldplayer com boas histórias para compartilhar, não deixe de enviar o seu nome para, assim como a Rafaela,declarar seu amor pelo Coldplay.

Até a próxima rodada.

Vitor Babilônia

Vitor Babilônia é Editor-Chefe do Viva Coldplay e Roteirista. Sua formação passa por instituições como Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Vancouver Film School. Ele é fã da banda desde 2004.

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