O Coldplayer da Rodada – Entrevista #2

09 dezembro, 2012

O coldplayer sorteado para participar desta entrevista foi Igor Lopes. Muito obrigado a todos os fãs que enviaram suas inscrições! Não se esqueça que você continua participando e pode ser sorteado numa próxima rodada, então fique atento!  Caso ainda não tenha enviado o seu nome, basta enviar para o e-mail a seguir: contatovivacoldplay@mail.com. Clique em leia mais para ler a entrevista.

Nome: Igor Lopes Fernandes.
Cidade: Belford Roxo – RJ
Idade: 22 anos.
Você estuda e/ou trabalha? Ambos.
Você possui twitter, site ou blog? @igor_lopes90 Facebook Instagram

1 – Conte para gente, como foi que você conheceu o Coldplay?

R: Bem, pra ser sincero eu não me recordo exatamente quando. Creio que tenha sido através da extinta Rádio Cidade, um pouco antes ou um pouco depois do lançamento do X&Y. Recordo-me que na época estava no ensino fundamental e estudava de manha. Por volta de 12:30 saía uma galera correndo pra lan house jogar CS (febre do momento) e outros jogos em rede. Nisso eu diminua o som das musicas dos jogos deixando somente os efeitos. E o que me vem sempre em mente era eu jogando ouvindo “In my Place”, “Moses”e outras músicas da banda através do site lojadosom.com.br.

 

Depois de uns anos com a vinda dos i’Pod’s e afins, consegui uma cópia do A Rush Of Blood to the Head” (que não sabia nem o nome do álbum pq vinha álbum e musicas sem os nomes especificos) e a partir daí só confirmou a minha paixão pela sonoridade da banda e talz.

 

2 – Qual o seu álbum favorito e por quê?

R: Apesar de eu ter todo um carinho com o AROBTTH, o primeiro álbum que ouvi na íntegra deles, gosto muito de Parachutes. Gosto demais da vibe atual, mas esse álbum parece que vai fundo e toca a alma (pode ser besta isso RS), mas é verdade. Eu posso estar triste, feliz, com raiva, o que for, mas esse álbum pra mim é pra todos os momentos. Mas na maior parte das vezes ele me transmite tranqüilidade, paz.

 

3 – Você acredita que o som que a banda faz, pode “Consertar Você” de alguma maneira?

R: Com certeza. Acredito que toda música “conserta” alguém de alguma forma e com Coldplay não seria diferente. Seja através da melodia, através da letra, aquele solo ou acorde/nota que meche no fundo da alma… Coldplay me conserta diariamente como uma das bandas da trilha sonora diária para espantar o baixo astral, o estresse, para recordar de momentos bons e ruins, uma boa trilha sonora para se viver e inspirar…

 

4 – Já esteve em algum show do Coldplay? Se sim, qual foi?

R: Sim. Em 2010 na Apoteose, e ano passado no Rock in Rio. Mas o show de 2010 é o que mais me traz lembranças, pois foi o primeiro show internacional que eu fui e tive um momento besta/patife tipo: “caraca, estou no show da minha banda preferida!”. Na época quando começaram os rumores da tour, eu ia a pé pro colégio, que ficava uns 40minutos de casa, pra juntar o dinheiro de passagem e de lanche/almoço pra poder comprar o ingresso (meia do setor pista, acho que foi 125,00 ou 150,00). Parece loucura, mas fiz amarradão e faria de novo. Criei até um cofre personalizado com a logo VIVA, bandeira do Brasil e etc.

Mas comprar o ingresso não era o único problema. Eu tinha era que convencer minha mãe deixar eu ir no show. Inventei uma historia que ia um professor do curso junto, ela deixou, eu fui (sozinho – depois conto a verdade pra ela pq ela acredita nisso até hj rs). Fiz amizade com galera de outros estados e conheci Amanda e uma outra menina (que não me lembro o nome) que ficaram do meu lado na grade em 2010 e nos reencontramos por acaso no Rock in Rio. Ela que me reconheceu, depois um ano e meio após o show da apoteose e em meio a 1.000 de pessoas… Coisas loucas que só Coldplay faz…

5 – Seja devido ao setlist ou qualquer inovação (como as grandes bolas amarelas, papéis picados e as pulseiras iluminadas -Xylobands), você tem uma turnê favorita?

R: To achando a MXtour muito “das galáxias”. As pulseiras, músicas, laisers, bolas, confetes, TUDO nela está perfeito. Só acho o setlist um pouco “pequeno” umas 3, ou 4, ou 5 músicas a mais ficaria “padrão”, rs.

 

6 – Qual a sua opinião sobre o cancelamento da turnê na America Latina? Você estava se preparando para ir ao show?

R: Sinceramente, prefiro não acreditar nas baboseiras que vejo no twitter (má vontade da banda, problemas pelos encalhes de ingressos na T4F e etc) mas obviamente fiquei meio chocado pq foi tudo muito rápido. Mas prefiro pensar que foi por algum problema pessoal, saúde, coisas assim que não tem como prever e etc… mas minha mãe viu o show do Rock in Rio na TV e gostou mto do que viu (ela tinha a visão de que a banda era melancólica, que os show deveriam ser parados, chatos e se deparou com algo diferente e gostou ^^) e eu prometi levar ela e minha irma pro próximo show. Mas como o show mais próximo seria em SP meu planos foram por água abaixo. Elas desistiram e daqui de casa só eu iria. Agora vamos torcer pra ter uma data extra no RJ com o provável “re anúncio” da tour.

 

7 – Você deve ter lido que a banda já começou a pensar no sucessor de Mylo Xyloto. O que você espera desse novo álbum?

R: Algo diferente e inovador. Tanto no sonoro, quanto no visual, assim como foi com VLV e o MX.  Não consigo pensar em algo específico, mas tem que ser algo que me surpreendesse musicalmente e trouxesse um pouco de novo e do velho. Coisas novas com aquele bom som característico Coldplay.

 

8 – Se você tivesse que dirigir um vídeo clipe do Coldplay, qual música escolheria? Descreva como seria esse vídeo (não vale escolher as músicas que possuem um clipe).

R: Acho que A Message. Sempre me vem em mente alguém “abandonado” sem ser amado de alguma forma. Mesmo ouvindo como uma canção de amor entre casal, tentaria fazer diferente: um clipe animado. Uma menina abandonada, rejeitada, querendo atenção, e se sentir amada em casa. O vídeo mostraria suas tentativas frustradas até que ela resolve fugir e percebe que nem tudo é o que parece longe deles. Os pais começam a procurar por ela, sempre havendo desencontros até que eles se reencontram e: and i love you, please come home”. O finalzinho mostraria as coisas melhores. Ela se sentindo acolhida e amada como queria.

 

9 – Você conseguiria definir com qual dos quatro membros você mais se identifica? Justifique, independente da resposta ser negativa ou positiva.

R: Achei essa complicada… mas pensando musicalmente, talvez com o Guy. Como sou baixista,  me identifico bastante com ele no modo de tentar criar as linhas de baixo e arranjos. Tanto que ele está no meu top 5 de baixistas que me influenciam musicalmente.

 

10 – O que é ser um Coldplayer?

R: É poder sentir tudo o que a banda quer passar artisticamente e até um pouco mais. É poder se emocionar com suas músicas em determinados momentos; é poder através delas, fazer suas tristezas afundarem se tornando felicidades; é tê-los como sua trilha-sonora-permanete-por-toda-a-sua-vida sem se arrepender, e sem ter vergonha de dizer isso. Acompanhar cada nuance, cada mudança, cada evolução e evoluir junto com a banda.

 

É poder ouvi-los e se lembrar de lugares, pessoas, cheiros, sentimentos. Ser um Coldplayer é ter Coldplay como um dos fundamentos musicais essenciais para viver.

Muito obrigado pelas respostas Igor!

Como estamos chegando com as festividades de fim de ano, iremos fazer uma pausa com as entrevista e retornaremos ano que vem com mais sorteios.  Até a próxima!

Vitor Babilônia

Vitor Babilônia é Editor-Chefe do Viva Coldplay e Roteirista da Rede Globo. Sua formação passa por instituições como Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Vancouver Film School. Ele é fã da banda desde 2004.

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