O Coldplayer da Rodada – Entrevista #1

18 novembro, 2012

Estamos felizes em trazer, a primeira de muitas outras entrevistas que irão chegar com a nova coluna do VivaColdplay, O Coldplayer da Rodada. Recebemos várias inscrições, mas o fã sorteado para essa primeira edição, foi o coldplayer Gilvan Gomes. Se o seu nome não foi sorteado, não se preocupe, você já está automaticamente participando de todos os sorteios. Então, não é necessário enviar o novamente. Caso ainda não tenha uma inscrição, basta enviar o seu nome para este e-mail: contatovivacoldplay@mail.com. Clique em leia-mais para ler a entrevista completa.

Nome: Gilvan Gomes
Cidade: Caxias do Sul – RS
Idade: 19 anos
Você estuda e/ou trabalha? Estudo e trabalho na área de Tecnologia da Informação
Você possui twitter, site ou blog? @gilgomes_ e facebook.

Ok, vamos começar!

1 – Creio que não tem como deixar essa pergunta de fora, conte para gente, como foi que você conheceu o Coldplay?

R: Com 12 anos (isso em 2005), gostava muito de assistir o Disk MTV. Era fã do programa. Já tinha visto os clipes anteriores aos desse ano e admirava muito a banda, mas quando Speed of Sound entrou na parada do programa, foi amor à primeira vista.

 

 2 – Não tem como evitar essa pergunta também, qual o seu álbum favorito e por quê?

R: Depois de me apaixonar por Speed of Sound, tratei de adquirir uma cópia (pirata mesmo, era o que dava pra comprar no momento) do X&Y, meu favorito até hoje. Aliás, essa cópia tem uma história curiosa. Pedi para que minha mãe (hoje uma grande admiradora da banda) comprasse pra mim. Quando ela trouxe, ouvi no “repeat forever” o álbum por horas. E tinha uma música, lááá no final, que não estava listada. E não se tratava da belíssima “Til Kingdom Come”… Pois é, os fãs que estão lendo já devem ter sacado: a cópia era da versão japonesa, e a música era “How you see the world”! Uma amiga Coldplayer da época – alô Daniela Vieira – foi quem identificou a música pra mim. E na época essa canção tinha um ar de raridade, então acho que desde então tudo contribuiu para que eu gostasse mais e mais da banda.

 

Depois, como todo bom fã, fui juntando grana e adquirindo as cópias originais de todos os álbuns, que ficam até hoje bonitinhos exibidos como obras de arte (o que eu realmente acho que são) na estante da sala, é só os tiro de lá pra ficar admirando de vez em quando. Por ter sido o álbum que despertou minha paixão pela banda e por ser o que mais se encaixa nos meus dias (posso facilmente acordar todo dia e dizer: hoje o dia está para “Low” ou ‘Fix you” ou qualquer outra), X&Y permanecerá durante muito tempo como meu favorito, indiscutivelmente.

 

3 – É comum, muitos fãs comentarem sobre a influência das músicas da banda no seu cotidiano. Existe alguma música do Coldplay que traz recordações especiais para você? Explique.

R: Certamente todas as músicas da banda, sem exceção, trazem alguma lembrança. Afinal, eles estão comigo em todos os momentos e fazem, como já se tornou clichê dizer entre os fãs, a trilha sonora da minha vida. Seja o emprego novo, sair do ensino médio e entrar no vestibular (ouvi muito “Things I don’t understand” nessa época, acho que não sabia muito bem pra onde correr e ela, de alguma forma, me ajudou a decidir). Nos relacionamentos então…

 

No momento “broken heart” mais tenso que já tive, usei o trecho de Clocks que diz “eu sou uma parte da cura? Ou sou uma parte da doença?”, e sabe quando se encaixa tão bem e dá tão certo que você repete baixinho depois “obrigado Coldplay… obrigado, obrigado, obrigado!” e quase chora porque tem a nítida impressão de que aquilo foi escrito pra você dizer? É realmente muito bom contar com letras tão inspiradoras.

 

4 – Já esteve em algum show do Coldplay? Se sim, qual foi?

R: Estive no Rock in Rio e foi sem dúvida o melhor dia da minha vida. Não pude participar das turnês, ou porque a mamãe não deixava o filho menor de idade viajar e/ou porque faltava grana mesmo. Era comovente a minha situação emocional em não poder ir. Quando finalmente pude ir ao Rock in Rio e conheci outros Coldplayers (alô Allan – o cara que tem uma tatoo com um trecho de “Shiver” nas costas) realizei o sonho que vinha comigo desde a primeira vez que ouvi aquela cópia japonesa de X&Y, e talvez tenha sido até bom meu primeiro show ser num festival: um “resumo” pra quem não pôde participar das turnês.

Rock in Rio 2011

Rock in Rio 2011

 

5 – Seja devido ao setlist ou qualquer inovação (como as grandes bolas amarelas, papéis picados e as pulseiras iluminadas -Xylobands), você tem uma turnê favorita?

R: Depois de assistir ao Live 2012 no cinema, não consigo colocar nenhuma outra (apesar da lindeza da era Viva e de toda a perfeição que as outras turnês sempre mostraram). As xylobands são incríveis e não vejo a hora de por as mãos em uma (ou o pulso, melhor dizendo), aquilo é fantástico! Por setlist, sou suspeito pra falar, tamanha minha paixão pelo X&Y, porque aí seria a Twisted Logic Tour a favorita. Mas a turnê do Mylo Xyloto está emocionante demais.

 

6 – Quais são as suas expectativas para a turnê Mylo Xyloto?

R: Além de ver a xyloband funcionando, ficar pertinho do palco pra sentir a energia daquele quarteto bem de perto e o som frenético e contagiante de Major Minus? Eu acho que todas, todas as expectativas possíveis… Desde a fila com os “coldfriends”, até a depressão pós-show.

 

7 – Qual parceria musical você aprovaria em um próximo trabalho?

R: Gostaria muito de ver o Brandon Flowers fazendo alguma participação futuramente. Há quem diga que nada a ver eles juntos. Mas eu aprovei muito a apresentação de “All These Things That I’ve Done” com o Killers, o Coldplay e o Bono pro War Child, os três vocalistas se deram muito bem no palco, talvez tenha nascido aí a vontade de vê-los cantando juntos novamente. E pensando num vocal feminino, vou viajar: adoraria a Alanis Morissette cantando junto com o Chris. É uma viagem, eu sei. Mas por que não sonhar, né?

 

 

8 – Você conseguiria definir com qual dos quatro membros você mais se identifica? Justifique, independente da resposta ser negativa ou positiva.

R: O Johnny boy tem um olhar de quem diz “eu adoro o que eu faço e não saio aqui do meu cantinho por nada”. Tá sempre na dele, toca muito e ainda assim consegue ter uma energia contagiante. Me identifico com isso, essa energia dele que consegue ser tímida e ao mesmo tempo contagiante.

 

9 – Se você encontrasse a banda no camarim ou em qualquer outro lugar o que falaria para os quatro se a condição fosse utilizar parte de uma das músicas para se comunicar? Use a imaginação e dê uma nova sequência para o trecho selecionado de Shiver (é permitido utilizar o português): “But on and on, from the moment I wake, to the moment I sleep, I’ll(…?)”

R: … “be there by your side”, because you “are turning my head out” and “nothing else compares” to the way that you “put a smile upon my face” when “I feel low”. “In my place, I was scared”, but “now my feet ‘don’t’ touch the ground”, because I “look at the stars”, saw the Coldplay and “I’m moving to mars” now! “And then, I’m up with the birds” and you, guys, because “time is so short”, the “life is for living” and “I don’t wanna live it alone”, but I wanna live forever with the Coldplay’s music. Come on?

 

10 – O que é ser um Coldplayer?

R: É ter escolhido, de forma natural, uma banda fantástica, que consegue ser humilde e gloriosa, que consegue tornar meus momentos tristes em momentos felizes, mudar minha forma de ver o mundo, trazer mais alegria para o meu dia e dar um colorido todo especial à vida. Eles estão comigo em todos os momentos, e foi muito bom ter acompanhado a banda desde cedo.

 

Aliás, acredito que não teria sido a mesma coisa se eu tivesse conhecido a banda antes do X&Y, afinal eu ainda era uma criança antes disso e por isso acho que comecei a gostar no momento certo pra mim. Nestes sete anos, fiquei madrugadas acordado esperando lançamentos, e mega feliz com a recompensa.

 

Fiquei triste em não poder ir às turnês e vibrei com o nascimento do Moses (que aliás era o meu pseudônimo no fórum do ColdplayBR antes de ele nascer, já que Moses é a minha favorita da banda, seguida por Talk). Enfim, ser Coldplayer é nunca sentir-se sozinho, é fazer amigos, é ter uma filosofia de vida baseada na música. Afinal, quem precisa de mais do que isso? E se a minha vida fosse como uma receita de bolo, o Coldplay com certeza seria o ingrediente principal.

 

Muito obrigado pelas respostas Gilvan!  

Lembrando que o sorteio para o próximo Coldplayer da Rodada, será amanhã! Participe! [atualizado] Uma correção, o próximo sorteio será somente daqui a 15 dias.

@diegolsc

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