Coldplay.com anuncia HQ e entrevista Mark Osborne

11 julho, 2012

O Coldplay.com anunciou ontem o lançamento da HQ Mylo Xyloto:

olá a todos
há três anos, juntamente com o nosso amigo mark osborne, pensamos um personagem chamado mylo xyloto (“xylo”, como em xylophone [xilofone] e “to”, como em toe [dedo do pé]. gradualmente, o enredo e o universo de mylo se formaram e acabaram constituindo o pano de fundo para o álbum e para a turnê. agora, nós temos o orgulho de anunciar que, no começo do ano que vem, a estória vai se lançada como um quadrinho de seis partes. e, para dar o pontapé inicial, o mark vai se apresentar na comic con em san diego nessa semana. isso quer dizer que, se você estiver lá, você pode perguntar para ele ‘quem é major minus?’ e ‘que história é essa de hypnofeed?’.
esperamos que vocês gostem. foi divertido de fazer.
com amor coldplay

O primeiro número de Mylo Xyloto (publicado pela Bongo Comics, célebre editora de Matt Groening) estará disponível, com uma capa alternativa exclusiva na Comic-Con 2012, que ocorrerá em San Diego. Na sexta-feira, 13 de julho, a equipe de produção por trás do quadrinho estará presente no evento para a discutir a série e, depois, dará autógrafos. Um estoque limitado da edição exclusiva estará disponível na loja virtual do Coldplay.com.

O quadrinho de seis partes será, então, lançado em fevereiro de 2013 e os demais números serão publicados a partir dessa data, mensalmente. A série estará disponível para pré-compra na loja virtual do Coldplay.com em breve.

A postagem do site oficial termina com o sorteio de cinco cópias da edição especial do primeiro número da série. Acesse o Coldplay.com para preencher os seus dados e concorrer a uma delas.

O site oficial também entrevistou Mark Osborne:

Com o anúncio de que o primeiro número do quadrinho Mylo Xyloto será lançado nessa semana na Comic-Con, em San Diego, pedimos para o co-criador do quadrinho, o roteirista e diretor Mark Osborne (Kung Fu Panda, MORE, Bob Esponja – O Filme), que já recebeu uma indicação ao Oscar, para que ele nos desse mais detalhes.

Olá, Mark. Como surgiu o quadrinho Mylo Xyloto?
Bom, foi um longo e tortuoso caminho, mas o quadrinho é a expressão final de uma animação baseada em música que a banda e eu começamos a desenvolver vários anos atrás. Eu tinha acabado de terminar Kung Fu Panda e estava avidamente esperando desenvolver projetos independentes que eu tinha sonhado. Eu sempre quis criar um novo tipo de “Yellow Submarine” e, depois de ter um episódio no 60 Minutes sobre o Chris e o processo criativo da banda, eu pensei que isso seria algo a que a banda estaria disposta. Assim, eu liguei para o Coldplay [Osborne usa a expressão cold-call telemarketing’ para fazer um jogo de palavras entre essa expressão e o nome da banda] e acabou que era o momento perfeito. Dessa forma, o Chris e eu começamos a trabalhar junto em Los Angeles. Depois de muito desenvolvimento e repetições, ficou claro que a animação levaria muito mais tempo para desenvolver do que o álbum, então, a banda decidiu que o álbum vinha em primeiro lugar. Fazer um quadrinho em parceria se tornou a melhor maneira de continuar explorando o enredo e expressar o lado visual da equação. Sinceramente, estou contente por finalmente falar tudo sobre o assunto, tem sido muito difícil guardar o segredo por todo esse tempo!

O quão estreito foi o seu trabalho com a banda?
A  banda toda foi dando o seu aval durante todo o processo, especialmente quando eu estava desenvolvendo o aspecto visual do universo e a “bíblia” para o projeto. A colaboração séria para o enredo do filme começou só comigo e com o Chris. Às vezes, ele tocava piano (o que era incrível!). A gente ficava esboçando idéias juntos. Depois dos primeiros meses, o Phil se juntou à gente e o projeto  realmente se tornou algo que nós três desenvolvemos juntos, ponderando sobre todas as idéias para o enredo, visual dos personagens,  o roteiro, esboços ilustrados, storyboard [? original: ‘inked pages’], etc. O Phil acabou se tornando produtor [? ‘screen editor’], sugerindo várias idéias e introduzindo objetividade no processo. Todo o percurso realmente foi uma grande colaboração.

Foi o quadrinho que inspirou o álbum ou o álbum que inspirou o quadrinho (ou um pouco dos dois)?
Bom, eu gostaria de pensar que o desenvolvimento do enredo realmente afetou o álbum e que o álbum certamente afetou o desenvolvimento do quadrinho, mas, para mim, foi tudo bem misturado. A primeira versão-demo do álbum que o Chris fez para mim, bem no começo, para me dar inspiração orientou o processo de escrita das idéias para o longa-metragem, mas o álbum mudou muito em relação à etapa correspondente a essa demo e, da mesma forma, o enredo também mudou. Sempre houve palavras- e frases-chave de autoria do Chris que orientaram o processo de escrever o enredo, coisas como “glowing in the dark” e “dreaming of paradise”. Ou seja, coisas assim me inspiraram bastante durante todo o projeto. Além disso, a alma da banda e o acervo musical deles realmente ditou o tipo de tema e de idéias que eu estava explorando, apenas num meio diferente. E, é claro, elementos como o Hypnofeed foram extraídos diretamente da bagagem de conhecimento do Coldplay, misturados com a bagagem de conhecimento do meu universo (veja o meu curta-metragem MORE no iTunes ou confira-o em www.happyproduct.com).

Teve um momento no processo em que eu almocei com toda a banda na Bakery e ficou claro que, por causa do álbum, o filme teria que ir para o banco reserva. A gente também decidiu usar grafitti e artistas de rua de outros mundos como uma metáfora visual para a criação de música. Foi nesse momento que o projeto passou a assumir a forma com que ele está agora. A idéia de que os rebeldes desse mundo criam grafitti musical foi a grande guinada em favor do quadrinho; a idéia era não fazer apenas uma estória sobre música, mas uma estória sobre o poder da criatividade e o poder de ter uma voz criativa, o que sempre foi um tema de peso para a banda. Isso também era muito mais visual e fazia com que a série de quadrinhos se tornasse realidade.

Por favor, você poderia nos dar alguns detalhes sobre o enredo/cenário?
Bom, tudo o que vou dizer é que é a estória de Mylo Xyloto, um jovem Silencer na linha de frente de uma guerra contra som e cor no mundo de Silencia. Mylo descobre que o inimigo que ele foi treinado a vida inteira para odiar talvez não seja o inimigo, afinal de contas.

Conte um pouco sobre o Mylo Xyloto ele mesmo.
Como muito Silencers, ele foi criado num orfanato e condicionado a ser um Silencer desde muito cedo. Legiões de Silencers foram criadas depois de a Grande Guerra das Cores [Great War of Colors] ter levado muitas vidas, incluindo as dos pais de Mylo, Aiko e Lela. Essa guerra ameaçou a segurança dos cidadões e medidas rígidas foram instauradas para garantir que ela não ocorresse novamente. No começo de nossa estória, Mylo não está muito certo de que a propaganda política e as medidas são legítimas, mas ele guarda essas preocupações para si mesmo, uma vez que são apenas sentimentos vagos que nem mesmo o seu amigo Rex pode apoiar.

Você está contente com o resultado final do projeto?
Estou mais do que contente. Foi um longo processo com diversos artistas dando peso ao desenvolvimento do filme, mas foi somente quando Alejandro Fuentes começou a fazer desenhos para o quadrinho que o universo pôde ser focalizado nitidamente. Nossa inspiração inicial para o quadrinho foi algo no estilo de Moebius [Osborne está talvez fazendo referência a Jean Giraud] e o estilo do Alex nos lembrou tanto o do Moebius que ele foi contratado para desenvolver o universo. Olhando para o número 1, acho que a gente criou algo único, mas que também é um tributo a Metal Hurland [referência] e eu gostaria de pensar que Mylo é algo que poderia ter sido publicado no início dessa compilação seminal. Também achei as cores de Steve Hamaker muito empolgantes. Ele iluminou [flashed out] os tons do universo de uma maneira incrível e há inúmeros detalhes e efeitos sutis em cada quadrinho. E ter o Nate Piekos da Blambot como letrista é super empolgante, já que a The Umbrella Academy tinha sido uma grande influência para mim quando a gente estava desenvolvendo o projeto. Quanto aos números 2-6, estamos muito contentes pela parceria com o roteirista Dylan Haggerty, que tem feito um trabalho incrível expandindo o universo conosco e eu mal posso esperar por todas verem os números futuros.

Você acha que ler os quadrinhos vai fazer com que as pessoas tenham uma interpretação diferente do álbum?
Espero que sim, mas isso realmente está a cargo da imaginação dos fãs. Haverá, com sorte, inúmeras conexões para eles, incluindo várias que a gente nem tinha pretendido, eu tenho certeza. Estou ansioso para ver como as pessoas vão relacionar as duas coisas e o que vai se desenvolver a partir disso. Sempre concebi a estória como sendo diretamente relacionada com a música, então, para começo de conversa, é estranho expressá-la em um silêncio assim. Depois de os seis números tiverem sido publicados, vai ser interessante ver se os fãs vão tentar alinhar toda a série com o álbum, talvez à la “Dark Side of the Moon / Wizard of Oz”. Não estou dizendo que isso vai dar certo, mas nunca se sabe.

Does Major Minus really have one eye watching us?
Vamos dizer apenas que cada capacete Hypnofeed tem não mais do que uma câmera mostrando para quem estiver usando-o o mundo na segurança de uma representação em preto e branco. As imagens das câmeras não são visíveis apenas para quem está usando o capacete…

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