Every Teardrop Is A Waterfall: Confira as análises da Equipe do Site.

03 junho, 2011

Com o lançamento do novo single, o Viva la Coldplay abre um espaço onde você poderá conferir diversas opiniões da equipe sobre a música e se quiser também pode deixar a sua análise nos comentários. Atualizaremos sempre que uma nova análise for adicionada. Clique no leia-mais para ler.

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Por Filipe Araújo:

Toques eletrônicos ao ar e um Chris Martin quase irreconhecível. É assim que se inicia o primeiro single do quinto álbum de estúdio do Coldplay. Aos fãs mais conservadores, isso já deve bastar para um ataque cardíaco. O violão iniciado é uma forma de dizer “Não entrem em pânico, ainda somos o Coldplay”, o que se cumprimenta na música com gritinhos (muito bons por sinal), uma guitarra assustadoramente boa, e uma melodia (principalmente após 01min40seg) muito boa. Porém ao mesmo tempo em que o Coldplay nos traz uma boa melodia, letras e instumentais, somos apresentados a uma distorção completamente desnecessária na voz de seu vocalista. Somos também apresentados a um ritmo eletrônico totalmente deslocado, que dessa vez, ao contrário de outras músicas do próprio Coldplay, não funciona bem. Em certos momentos parece que não estamos ouvindo uma música da banda, e sim um eletrônico que remete à Ritmo de La Noche de Simon Cowell.  No fim das contas o Coldplay se sai bem, porém um pouco perdido no meio de uma saraivada de tiros de vários estilos. Podem-se encontrar diversas influências na música, desde Brian Eno a Jay-Z, porém algumas não foram tão bem filtradas assim. Ficamos enfim com o novo single do Coldplay, não tão bom como poderia, mas mesmo assim ainda é Coldplay, e em certos momentos só isso basta.

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Por Diego Luiz:

O sintetizador no começo acompanhado da “batida” eletrônica, achei que tinham colocado a música errada para tocar, até ouvir a voz de Chris Martin. Fugindo completamente do velho Coldplay que conhecemos, a nova música parece escapar de tudo o que a banda já fez nesses últimos anos. Querendo agradar ao mesmo tempo os fãs e atingir um novo público, “Every Teardrop Is A Waterfall” surge como uma união de vários estilos musicais. Por conta disso,  essa mistura de vários ritmos parece atrapalhar um pouco o novo rumo que a banda quer seguir. A grandiosidade habitual da banda, porém se mantém intacta.  Claro, não dá para tirar conclusões finais de como será o álbum somente analisando uma música. Fica visível a capacidade do Coldplay em não querer se repetir nos seus discos, mostrando disposição para experimentar diversos estilos musicais. Para finalizar, sim não era o que eu esperava ouvir do novo single, fiquei surpreso com a sonoridade da música. Com o novo álbum sendo acompanhado de perto por 2 grandes produtores que são Brian Eno (lendário produtor do U2) e Markus Dravs (que produziu o ótimo The Suburbs, último álbum do Arcade Fire) aliado ao entusiasmo da banda ainda acredito que boas coisas estão por vir desse novo Coldplay.

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Por Natália Vitória:

A minha primeira reação foi: “isso é Coldplay mesmo??!!”. Quando Chris começou a cantar veio aquela sensação de “MEUS DEUS ELES VOLTARM!!”, quase chorei. Senti como se tivesse ganhando o melhor presente do mundo!!  É um estilo bem diferente do Coldplay, mais techno (olá Guy!), mais dançante, mais vivo. Mesmo assim, na primeira escutada, me agradou muito. Na segunda me encantou. A batida, a guitarra, o baixo, a letra; cada um dos elementos tem a “assinatura” dos meninos. Só achei a voz distorcida do Chris estranha a principio, depois pensei: “é Chris Martin!!”. Não acho que o álbum todo será como essa música, ficaria até chatinho, acho que teremos músicas mais acústicas, mas já podemos ver que o estilo deles mudou. Não para algo ruim, para mim é uma nova Era Coldplay, uma que terei orgulho em fazer parte.
Sim, já ouvi 145515466786154485 vezes hoje xP

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Por Camila Guedes:

Foi uma semana cheia de dúvidas. Não sabíamos o que esperar. Nossa querida banda estava de volta, e estávamos apreensivos. Coincidentemente (ou não) a nova música fala justamente disso. Inicia na primeira pessoa, colocando a música pra tocar; em seguida vêm às dúvidas, com “maybe”s pra lá e pra cá. Depois aparece aquilo que nós (fãs de Coldplay) sabemos bem como é: fala sobre sentir o coração bater mais forte, sobre um recomeço, sobre dançar bastante e sobre se sentir no paraíso. E a música segue com um interlúdio composto por foles (magistral, na minha opnião), e falando sobre formar um templo dentro do coração e deixar as luzes te dizerem que está tudo bem. Sim, Coldplay. Está tudo bem. Desculpe ter duvidado de vocês. E mesmo que vocês me machucassem feio, eu ainda levantaria a bandeira, como diz a música. Isso é o amor, não é? E cada sirene é uma sinfonia e cada lágrima uma cachoeira (e eu, que adoro exagerar tudo, achei fantástico).

E esta é a minha opinião. É uma música muito, muito boa mesmo. Certamente vai virar tema de algum personagem de novela. Mas, mais do que isso, para mim essa música não só marcou o melhor começo de sexta-feira da minha vida, como também me passou um sentido de esperança, de nunca duvidar da felicidade. Meu coração está mais leve =]

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Por Keka Kircher:

Eu amei, no estilo “paixão à primeira ouvida”! Queria muito uma música bem dançante, pra cantar alto e pular muito. E foi isso que o Coldplay me deu. Eles sempre me dão o que eu quero. A princípio não parece uma música do Coldplay. Tem uma levada bem eletrônica, uma musicalidade que apresenta outras influências, mas a guitarra soa como gaitas-de-fole  pra dar o contraponto e lembrar que ainda é o Coldplay. Acho que a banda arriscou muito por lançar essa música como o primeiro single porque, inevitavelmente, ele passa a ser a referência para o resto do trabalho.

Pode dar a impressão de que eles passaram tanto tempo em estúdio preparando um álbum techno-pop, ao invés do rock a que estamos acostumados ouvir. Pensar assim é um erro, visto que nos álbuns anteriores eles apresentaram músicas bem diferentes umas das outras, embora dentro de um mesmo contexto. “Reign of Love”, por exemplo, tem um som bem diferente de “Viva La Vida”, mas ambas nasceram do mesmo tema. Como eu tenho insistido ultimamente, penso que os meninos estão amadurecendo não só na idade, mas também em relação à música. Estão cada vez mais à vontade pra experimentar coisas diferentes e mais seguros ao assumir que tem uma gama muito grande de ritmos sendo produzidos em seus instrumentos (ainda que recorram às antigas, como no caso de Peter Allen e Ritmos de la Noche).Junta-se a isso a letra da música. Ela tem a cara do novo Chris Martin, que iniciou uma revolução em Viva la Vida e agora continua a bramir por liberdade – com a voz vibrante e envolvente de sempre). Letra e  melodia tem tudo pra se tornarem um hino na garganta de jovens que querem expressar sua posição – mesmo que seja na pista de dança.

Numa entrevista, o Chris declarou que a inspiração para o álbum vinha daquelas pessoas que continuam fiéis aos seus ideais mesmo na adversidade, quando tudo vai de encontro aquilo em que acreditam. A canção fala bem sobre isso:  “Embaixo de ruínas, canto uma canção rebelde,  Não quero ver mais uma geração decair / Talvez eu esteja na escuridão, talvez eu esteja ajoelhado / Então, você pode ferir, me ferir gravemente, Mas eu continuarei erguendo a bandeira.”

Enfim,  a letra é linda, a batida é incrível – e sendo ou não do agrado do fãs – “Every Teardop Is A Waterfall” vai ser mais um sucesso indiscutível do Coldplay. Sinto meu coração bater com minha música favorita e eu mal posso esperar pelo que está por vir.

@diegolsc

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