Telescope Lens #1

27 janeiro, 2011

A finalidade básica de um telescópio pode ser dada em termos da etimologia da palavra: tele e scopio, do grego, signficam, respectivamente, ‘longe’ e ‘enxergar’. Com Telescope Lens, o Viva La Coldplay pretende projetar essa função do telescópio sobre o eixo temporal, pondo em perspectiva momentos longínquos, mas inegavelmente importantes da história da banda.

O projeto colocará em foco os e-zines que o Coldplay.com costumava publicar, o que ocorreu entre 2002 e 2006, aproximadamente. A publicação eletrônica conheceu 18 edições recheadas de resumos das informações mais importantes àquela altura, entrevistas com a banda e com a equipe, fotos e outros. O Telescope Lens, em resumo, terá como intuito primordial, imitando o instrumento que lhe dá o nome, enxergar mais longe na cadeia temporal e resgatar a constelação que compõe a história do Coldplay.

Clique em ‘leia mais’ para conferir o primeiro Telescope Lens, com uma tradução do primeiro e-zine (download).

Boa leitura!

E-zine #1 (publicado em abril de 2002)

De olho no Grammy

A grande novidade dos últimos meses não pode ser senão a fantástica vitória no 44º Grammy Awards. Jonny, Guy Will, e Phil participaram do prestigioso evento em Los Angeles.

Chris não esteve presente na cerimônia, já que estava no estúdio, na Inglaterra, trabalhando no sucessor de Parachutes. Conversamos com ele sobre a sensação de ganhar o prêmio de Melhor Álbum Alternativo. Chris estava extasiado: “Estamos, sem dúvida, muito contentes com esse negócio de Grammy, apesar de isso não fazer muito sentido. De qualquer forma, é uma maneira bem legal de não fazer sentido”.

Conversamos com ele exatamente na hora do seu 25º aniversário; ele estava indo para o estúdio tocar piano.

Como vocês provavelmente devem saber, a gravação do segundo álbum está completa e o processo de mixagem já começou. Chris também disse que ele está muito satisfeito com os resultados e garantiu que a banda fez um ótimo álbum.

A banda fez um intervalo depois do período de gravação e saiu para fazer várias coisas. Chris visitou o Haiti (República Dominicana), como parte de um projeto beneficente da Oxfam. Este trecho foi extraído de um jornal local: “Estrela do rock britânico, Chris Martin, do Coldplay, esteve na República Dominicana na última semana. Ele veio à convite da Oxfam do Reino Unido para visitar fazendas de café no sul da província de San Cristobal. Ele expressou seu contentamento ao ver como  o café é plantado e colhido por pessoas de verdade, que produzem a bebida. Ele comentou com o Listin Diario que muito poucas pessoas conhecem a origem dos produtos que consomem. Durante sua visita a San Cristobal, ele compartilhou uma refeição com arroz, feijão, frango e salada com os agricultores membros da Federación de Caficultores del Sur (Fedecares). Martin disse que voltaria para a República Dominicana em breve e que talvez agendasse um show aqui futuramente”.

Q Magazine publica matéria sobre turnê

O Glastonbury vai abrir o ano. Como reza a tradição, o line-up final não será divulgado até que os ingressos estejam esgotados. Nós vamos te informar, na hora apropriada, se o Coldplay está na lista ou não. Fique de olho na seção de notícias.

Mês passado, fizemos algumas atualizações na seção de notícias e vamos continuar afinando as informações. O ‘Stars In Their Eyes’ [show de talentos britânico] deixaram algumas pessoas de fora do Reino Unido um tanto intrigadas. Por falta de uma descrição melhor… Trata-se de uma espécie de show de talentos em um caraoquê, onde os concorrentes se vestem como os artistas que vão representar. Em seguida, a platéia vota na pessoa que mais se parecer com o artista imitado. Na atual temporada, fizeram um côver do Chris Martin, que ficou bem ruim.

Também relatamos que Chris se uniu a Ian McCulloch no show do Echo & The Bunnymen (Ritz Manchester – 5 de fevereiro, terça) para um dueto. Eles cantaram Nothing Ever Lasts Forever no encore [bis]. Estava difícil ouvir o que o Ian estava dizendo entre as músicas, então quando ele apresentou o Chris, muitas pessoas não entenderam do que se tratava. Quando ele entrou no palco, ainda dava para sentir as pessoas do fundo pensando “quem é esse cara?”, mas logo que ele começou a cantar, a platéia começou a aplaudir com entusiasmo. O Chris gostou muito. Cá está o que ele comentou: “O Bunnymen não é incrível? Eu quase não me agüentei de felicidade na hora de cantar. Na verdade, expressar isso verbalmente faz com que eu aprecie ainda mais [esse evento]. É engraçado que, na hora, você toma as coisas de barato, mas, depois, se dá conta do quanto elas foram incríveis”. Jonny e Ken Nelson (produtor) estavam com ele, mas não permaneceram por muito tempo, já que era a noite anterior ao último dia no estúdio.

Entrevista com a banda – outubro de 99

Fomos convidados para fazer uma entrevista com o Coldplay (supostamente, a primeira a ser publicada) para a revista The Fly, que é uma grande publicação livre que chega até nós pelas mãos de uma equipe de pessoas que trabalham na apresentação de novos talentos. The Fly é subsidiária da The Barfly – uma lendária casa de shows de Londres. (Para aqueles de vocês que a leram em primeira mão, ela foi escrita com um pseudônimo!)

Até o ano passado, você seria perdoado se não soubesse nada sobre Coldplay. Havia infinitas possibilidades de que eles seriam tragados pelo esquecimento, mas, felizmente eles despertaram interesse de gravadoras no In The City [festival e conferência anuais de música que ocorre em Manchester; famoso por trazer ao mundo novos artistas]. A partir daí, eles já gravaram uma sessão com o Steve Lamacq, que, mais tarde, os apoiou e garantiu a eles e ao Catatonia [banda do País de Gales] uma apresentação no The Forum [casa de espetáculos]. Além disso, eles lançaram o single Brothers and Sisters pela Fierce Panda, gravadora fundada por Simon Williams. “Steve Lamacq e Simon Williams são basicamente os caras”, diz o vocalista Chris Martin. O baixista Guy Berryman concorda: “Eles têm um interesse genuíno por música. Quando eles gostam de algo, eles se atém a isso, o que todos nós admiramos muito”.

Em um pub em Camden, um dia depois de um show com ingressos esgotados no Falcon [casa de espetáculos], Chris (que também toca guitarra e teclado), Guy e Jonny Buckland (guitarra) falaram sobre os acontecimentos dos últimos doze meses. Esse ano sozinho foi uma agenda frenética, recheada por um contrato com a gravadora Parlaphone, por apresentações nos festivais Glastonbury e Reading Leeds, por novas composições, ensaios e gravações de músicas novas, para não mencionar alguns exames importantes na UCL [University College London], onde eles se conheceram em 1997. Chris estava tendo um “uma b**** de verão” e a banda estava passando por algumas mudanças musicais que precisavam ser resolvidas até o Glastonbury. Não ajudou muito o fato de eles terem sido obrigados a atravessar campos e mais campos levando o equipamento depois de eles terem sido levados até o portão errado!

“Os festivais foram bons de tocar, mas é difícil fazer com que todo mundo se engaje neles emocionalmente às onze da manhã de um domingo “. Depois, eles fizeram uma turnê com platéias praticamente vazias,  o que não pareceu incomodá-los: “Não dá para chegar no topo antes de ter estado no fundo”. Filosófico, mas não menos verdadeiro. No entanto, não parece que eles vão passar muito tempo em baixa, a julgar pela atenção que eles têm recebido de jornalistas e, em igual medida, de fãs. O seu futuro certamente parece brilhante nesse momento, em que eles vão abrir o show do Gomez [banda inglesa] no Sound City [festival e conferência anual, ocorre em Liverpool], da Radio One, e em que eles vão tocar no Shepherd’s Bush Empire, Londres, com o Shack [banda inglesa].

O público do Coldplay é um caldeirão de adultos pensativos e de mulheres lacrimosas enaltecidas pelo timbre do Chris. O repertório pega leve com os ouvidos e, ao mesmo tempo, toca o seu coração. Ah, até a sua vó vai amá-los! Eles também são caras esteticamente agradáveis – Guy foi abordado no Reading Festival para aparecer em uma revista adolescente! Chris não freqüentou a escola de Pete Waterman para compor músicas pop (rapaz conhece moça, rapaz perde moça e rapaz fica junto com a moça de novo). Na verdade, ele raramente compõe músicas sobre relacionamentos, “Está mais para ‘rapaz quer ficar com a moça, mas a moça preferia jogar Lacrosse [tipo de esporte]’!”. O elo comum que uniu os membros do Coldplay é que todos  queriam “comover as pessoas, compondo e tocando música, o que eleva alma ao máximo”, diz Chris. O Coldplay realmente escreve canções emotivas – provavelmente as canções mais apaixonadas que você já ouviu. Chris explica: “A primeira música que me comoveu foi Another Day In Paradise, do Phil Collins “. Ele está brincando, certo? Estranhamente, porém, Guy destaca que a primeiríssima música que ele tocou foi Another Day In Paraíso. Hmmm.

Chris admite pensar que “muitas das melhores canções de amor já foram escritas”, mas, também, que eles estão “interessados em fazer música com alma, paixão, energia, vibração e emoção”. Ainda bem, porque isso é exatamente o que o Coldplay faz – e muito bem. Temos aqui uma banda esbajando talento e inteligência, mas que não comete o erro de agir com qualquer pretensão. Da mesma forma, há mais do que uma pitada de otimismo, especialmente nas letras de Don’t Panic: “we live in a beautiful world/Yeah we do, yeah we do”.

Então, tá bom. Chris é da opinião de que “sempre há luz no fim do túnel e há lado bom em tudo”. Ahhh.  Para aqueles que ainda não os viram ao vivo, no entanto, Chris conversa com seu público como com amigos de muito tempo, contando piadas entre canções sentimentais. Ele não é o médico e o monstro; há sinceridade tanto em suas perfórmances como em suas piadas espirituosas. Houve um tempo em que ele costumava distribuir chocolate durante o show, não porque precisassem de suborno, mas porque eles são legais – simples assim. “Uma vez compramos um trenzinho e íamos dá-lo de presente, mas o Jonny pôs um fim nisso porque o trem tinha custado£12!”

Será que eles sabem que já estavam ganhando a reputação de ser a banda mais bem educada da Grã-Bretanha? “Sério? Bem muito obrigado por dizer isso”. Viu? O Coldplay realmente é atencioso e não tem muitos vícios para confessar, apesar eles realmente terem roubado o nome ‘Coldplay’ da banda de um amigo que não tinha gostado dessa denominação. Ainda no tema ‘vícios’, há grande probabilidade de eles comporem uma música para a trilha sonora de um James Bond um dia destes só para vocês matarem a vontade. Safety, o primeiro EP da banda – financiado por eles mesmos – será em breve um item de colecionador, já que apenas 500 cópias foram prensadas. Ele contém o hino Bigger Stronger, a faixa edificante No More Keeping My Feet On The Ground e a faixa principal Such A Rush, com o seu crescendo impressionante. Duas dessas faixas aparecerão no sei primeiro lançamento com a Parlaphone, o EP The Blue Room. E aí, a banda está satisfeita com o EP? Chris pensa que sim, mas com ressalvas: “São boas canções. Infelizmente não conseguimos segurar os mestres, então não pudemos remixá-las. Mas eles têm uma vibe muito boa, então vamos regravá-las –  melhor e com mais atmosfera”. Em breve, o Coldplay vai para o estúdio para dar início ao seu álbum. Eles planejam gravar mais faixas do que o necessário para poderem escolher as melhores. Sem dúvida, essa é uma decisão que pode levar semanas!

Perfil: Will Champion

  • Data de nascimento: 31 de Julho de 1978 (Idade: 23)
  • Irmãos: Ed, irmão três anos mais velhos.
  • Local de nascimento e além: Southampton. Colégio em  Winchester, faculdade em Londres
    Time de futebol / rugby: Southampton.
  • Primeiro disco comprado: Postman Pat (single) [Postman Pat é uma série animada britânica em stop motion], Rattle and Hum, do U2 em fita cassete.
  • Instrumentos: Bateria (21 anos), Piano (8), Violino (8), Violão (12), Banjo, bandolim, etc Tin Whistle [espécie de flauta]
    Primeira banda de que participou: Fat Hamster, com dois amigos, por 2 semanas, quando eu tinha 13/14 anos
  • Heróis da música: Tom Waits, Nick Cave, Shane McGowan, Christy Moore, Dave Grohl, Neil Young, Bob Dylan.
  • Banda preferida durante o período escolar: Rage Against The Machine.
  • Primeiro show que você foi: Christy Moore [músico irlandês], no The Mayflower [casa de espetáculos em Southampton]
  • Melhor show que você foi: Nick Cave e The Bad Seeds, na Brixton Academy, em 2001.
  • Banda/artista favorito(a) no momento: Tom Waits
  • Descreva o momento em que você soube que devia estar em uma banda: Quando eu toquei bateria pela primeira vez, com os senhores Martin, Buckland e Berryman.
  • Melhor show do Coldplay/show  preferido do Coldplay: Radio City, Nova Iorque, 2001.
  • Melhor música do Coldplay/música preferida do Coldplay: No momento (08 de março de 2002), todas as músicas do álbum novo.
  • Ponto mais alto até agora: Tocar ao redor do mundo para pessoas que extraem alguma coisa da nossa música
  • Novas ambições: Fazer a diferença.

Phil Harvey: entrevista com o empresário do Coldplay

Como você se tornou o empresário do Coldplay?
Ao mesmo tempo em que eu estava emburrecendo e me entediando com latim e grego em Oxford, eu costumava trabalhar duas noites por semana em casas noturnas organizando e promovendo festas universitárias. Foi algo bem básico, mas pelo menos isso me deu uma idéia vaga do que é reservar uma casa de espetáculos, contratar uma banda ou um DJ e tentar ganhar um pouco de dinheiro.

Um dia Chris estava me falando sobre um dos promotores locais de Camden, que abordavam a banda de um jeito um tanto vicioso e que não estavam liberando a grana, então eu sugeri que a banda organizasse o seu próprio evento. Reservamos umacasa de espetáculos local chamada Dingwalls e imprimimos milhares e milhares de folhetos. No fim das contas, eu acho que conseguimos juntar cerca de 400 pessoas lá dentro, o que, considerando que a banda só tinha feito três ou quatro shows anteriormente, foi um grande negócio.

Pelo que eu me lembro, foi o dinheiro dessa noite que me permitiu pagar meus investidores (meu pai e meu companheiro de quarto em Oxford), que tinha me emprestou os recursos para gravar e produzir cópias do EP Safety. Nós vendemos as primeiras 50 cópias naquela noite, então, acho que, afinal, foi nessa época que eu me tornei oficialmente o empresário da banda.

Sem nenhuma experiência no ramo, como você lidou com as pressões da impiedosa indústria fonográfica?
Acho que, por alguma razão, eu tenho tido muita sorte nesse quesito: minha completa e total falta de experiência nunca foi realmente um problema. Sem querer parecer simplista, a experiência não é exatamente o elemento mais fundamental. Infinitamente mais importante é ter entusiasmo e ter ao seu redor boas pessoas para te aconselhar. Na verdade, infinitamente mais importante é trabalhar com uma banda incrível.

Lembro com muita clareza que, em um domingo, depois de ter voltado das sessões de gravação do EP Safety, eu estava com o Chris e o Jonny no apartamento deles em Camden, escutando as músicas ainda sem mixagem. A última faixa, Such A Rush, tinha acabado e eu virei para eles e disse algo ridículo como “Eu poderia ir para qualquer gravadora em Londres com essa fita e conseguir o que quer que queiséssemos”. Eu mal sabia o que era uma gravadora, para não mencionar que eu mal sabia o que se poderia esperar de uma, mas esse era o sentimento certo. Eu gostava das músicas verdadeiramente, que foi o suficiente para ir adiante (como ainda é o caso hoje).

Você hesitou em algum momento?
A sabedoria popular rezava que entrar em um negócio com seu melhor amigo desde a infância não é uma boa idéia. Tenho certeza que algumas vezes, no começo, eu ficava pensando que talvez não fosse uma idéia tão boa assim, mas a verdade é que tudo funcionou brilhantemente.

Houve um tempo em que você pensou que estava demasidamente envolvido e quase desistiu?
Com certeza. Quando Parachutes foi lançado no Reino Unido e na Europa, eu fiquei extremamente estressado e tinha certeza de que estava sobrecarregado

O álbum foi direto para o topo dos rankings e, de repente, eu estava trabalhando 16 horas por dia, com três linhas de telefone tocando a todo momento. Eu não tinha nenhum um assistente ou qualquer coisa assim, então não tinha ninguém para aliviar um pouco a carga dos meus ombros. No final, eu consegui controlar a situação, mas por quase um ano eu vivi na base de adrenalina pura. Eu paguei o preço mais tarde, quando meu corpo finalmente decidiu, no início de 2001, que já era o suficiente. Eu fiquei muito doente mesmo tive de tirar vários meses de licença.

À essa altura, eu certamente pensei em desistir. O que passou pela minha cabeça era que eu simplesmente não era forte o bastante. Foi só depois que eu descobri a maioria das bandas internacionais têm equipes enormes os auxiliando e não apenas um cara em um escritório de merda.

Qual é a diferença entre o seu papel nos primeiros dias e gerir a banda com um nível internacional de sucesso?
Um dia típico de show quando estávamos começando consistia em reservar alguns táxis para levar o equipamento do apartamento em Camden até o local de show; comprar baterias para os pedais do Jonny; dar uma volta no bar local e cumprimentar todos os nossos fãs pelo nome; procurar desesperadamente pelos peixes grandes da indústria fonográfica; brigar por horas com um promotor de eventos por causa de £10. Agora, a minha assistente Estelle contrata aviões e ônibus de turismo com meses de antecedência; os pedais do Jonny têm que ser conectados à rede nacional de eletricidade; eu não vou mais a bares com  tanta freqüência porque o camarim fica lotado de vodka e champagne; agora, o mais normal é que desesperadamente evite os peixes grandes da indústria fonográfica; eu deixo as brigas para o Jeff, nosso empresário de turnê, que é muito melhor nisso que eu.

Qual foi o ponto alto da sua jornada?
Andar pelo Battersea Park, em Londres, ouvindo a primeira cópia de Parachutes no meu discman. Mesmo que eu não tenha ajudado, foi uma sensação de orgulho e satisfação incrível. O melhor dia como um todo foi quando tocamos com o U2, o Doves e o JJ72 no Top of the Pops, em outubro de 2000. Lembro do gerente do U2, o Paul McGuinness, que eu idolatrava desde que tinha começado a me envolver no mundo da música, me apresentando para The Edge.

Eu estava tentando pensar em algo adequadamente reverencial para dizer, mas antes que eu tivesse qualquer chance de falar, o Edge disparou ‘Ah, então você é o Phil Harvey. Eu estava lendo sobre você no jornal do fim de semana …’. Muito bizarro.

Qual foi o ponto mais baixo?
O Brit Awards 2001. Eu estava esgotado bem na hora em que eu deveria estar me sentindo no topo do mundo. A banda levou o prêmio de Melhor Banda Britânica e Melhor Álbum e tudo o que eu conseguia pensar era em como eu queria estar dormindo… Dois dias depois, minha médica me ligou para dizer que ela estava preocupada comigo porque talvez eu estivesse prestes a entrar em coma.

Quais são suas ambições não-cumpridas?
Elas são todas relacionadas ao próximo álbum.

O que você acha que estaria fazendo agora se as coisas não tivessem dado certo?
Eu gostaria de escrever um livro um dia. Talvez eu tivesse começado a trabalhar nisso [se as coisas não tivessem dado certo]…

Como está se sentindo em relação ao futuro?
Animado. Feliz. Curioso.

Confira aqui os demais e-zines.
Download de todos os e-zines: 
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See you soon

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