Guy e Will conversam com John Kilbride

06 janeiro, 2009

Em uma ótima entrevista feita nos bastidores de um dos shows de Glasgow (dezembro), Guy e Will conversaram com John Kilbride. Além de Life In Technicolor ii, o próximo single, o baixista e o baterista do Coldplay falaram sobre os planejamentos para 2009: a banda seguirá com a turnê Viva La Vida, que passará por grandes estádios europeus e, além disso, há planos para a gravação de um novo álbum.

ENTREVISTADOR: Will e Guy, do Coldplay. Vocês vão tocar em Glasgow hoje à noite. Bem-vindos à Escócia. Estamos muito felizes por tê-los conosco. Vocês já fizeram alguns shows por aqui. Como é tocar para o público de Glasgow?

GUY: Fantástico. Sempre adoramos tocar para o pessoal de Glasgow porque eles fazem bastante barulho. O primeiro show que fizemos aqui, alguns dias atrás, foi brilhante. Estamos muito ansiosos por ter uma resposta semelhante esta noite.

WILL: Sim. Este é certamente um dos locais por que ficamos mais ansiosos na turnê britânica porque uma recepção calorosa é garantida. Estamos mesmo muito contentes por estar aqui.

ENTREVISTADOR: Guy, você tem uma relação consistente com a Escócia. Você pode nos falar um pouquinho sobre isso?

GUY: Eu sou escocês, esta é a conexão. Nasci em Kirkcaldy e cresci aqui; me mudei para Londres na adolescência. Assim, estou muito habituado ao reino de Fife.

ENTREVISTADOR: Você ainda torce para o time local depois de todos esses anos?

GUY: Bom, não sou lá muito fanático por futebol, mas essa é a minha cidade natal, onde está o meu time. É sempre bom ouvir que eles ganharam um jogo.

ENTREVISTADOR: Vocês vão tocar em Hampden em setembro. Vocês estão ansiosos por esse show ? [O Hampden Park é o estádio nacional escocês, localizado em Glasgow, maior cidade da Escócia. O show do Coldplay a ocorrer aí será em 16 de setembro de 2009]

WILL: Bastante. Nunca havíamos tocado em estádios grandes, só em pequenos, algumas temporadas atrás. É bem diferente para nós, já que estamos acostumados a tocar em espaços fechados, em arenas. Acho que temos de pensar em algo especial; tem de ser uma produção à altura. Ainda há bastante a se pensar: temos noção de que… Estive em alguns shows desse tipo e não é difícil o público se sentir alheio à banda. Vamos tentar uma conexão mais forte. Vai ser muito legal.

ENTREVISTADOR: Em relação ao tipo de shows com que vocês estão acostumados, qual será a diferença?

WILL: Não sei, talvez mais pessoas, talvez um show mais longo, luzes e afins. É difícil dizer. Antes de realmente começarmos o planejamento, não dá para saber direito o que tentaremos alcançar. Vamos esperar para ver.

ENTREVISTADOR: Guy, sendo escocês, você já conhecia o Hampden?

GUY: Não, nunca fui a esse estádio. Na verdade, não fui a muitos shows em estádios, se é que já fui a algum mesmo.

WILL: Nunca foi num jogo de futebol?

GUY: Não, não…

WILL: É um local de shows bem famoso.

GUY: Ocorrem mesmo jogos ali?

WILL: Sim, é onde a Escócia costuma jogar.

ENTREVISTADOR: É o estádio nacional.

WILL: É o Wembley escocês.

GUY: Não sou muito ligado em esportes.

ENTREVISTADOR: Alguns shows de setembro contarão com o Jay-Z abrindo-os. É uma escolha um tanto peculiar. Qual a relação entre Coldplay e Jay-Z?

WILL: Somos de estilos musicais bem diferentes, é óbvio. Temos um grande respeito por ele, já que ele trabalha duro e é tão entusiasmado em relação à sua música. Esses aspectos são facilmente passados para a audiência, como a do Glastonbury, no ano passado; foi uma perfórmance incrível. É alguém por quem temos muito respeito, alguém que com certeza vai deixar o público contente. Via ser muito empolgante.

ENTREVISTADOR: O hip hop provavelmente não tem muita relação com o Coldplay ou com os fãs da banda. Isso é algo com que vocês estão preocupados?

GUY: De forma alguma. Não faz muito sentido que o show de abertura seja mais ou menos parecido com a apresentação seguinte. Acho que é de longe mais interessante começar um show com algo inesperado, algo desconhecido de que você pode acabar gostando. O importante mesmo é a diversidade. É como um grande “show de variedades”, na verdade.

ENTREVISTADOR: Continuando no mesmo assunto. Girls Aloud. É bastante diferente também.

WILL: Achamos que todas essas pessoas com quem vamos tocar são excelentes. Pode não ser o tipo de música que nós tocamos, mas conseguimos discernir a boa música da não tão boa assim. Eles são os melhores em suas respectivas áreas, então vai ser bem instigante.

ENTREVISTADOR: Vai ser um desses eventos em que há música tocando direto, em que se pode conhecer diferentes bandas?

GUY: Essa é exatamente a idéia por trás de tudo, chegar mais cedo para, talvez, acompanhar as bandas que podem tocar mesmo antes dos artistas principais que vão abrir o show. É bem a idéia de um festival mesmo e conferir muitas coisas diferentes em um mesmo dia.

ENTREVISTADOR: Uma edição especial do álbum acabou de ser lançada. Vocês podem falar sobre isso, sobre o material extra, a origem do conteúdo do EP?

GUY: Quando estávamos gravando o álbum, acabamos com mais músicas do que precisávamos. Em primeiro lugar, nós não queríamos que o álbum fosse logo demais. Em segundo lugar, porém, tampouco queríamos essas músicas aparecendo somente como b-sides, nada que não fosse tão legítimo quanto um álbum. Ou seja, o EP é uma espécie de “complemento” [amendment] do Viva La Vida para mostrar como foi o seu processo de gravação. Achamos que era importante que as pessoas conhecessem esse aspecto, mas sem bombardeá-las material em excesso.

ENTREVISTADOR: Uma das faixas, inclusive, vai ser lançada como single, não é verdade, no começo do ano?

WILL: Acredito que sim.

ENTREVISTADOR: E qual faixa será?

WILL: Creio que Life in Technicolor ii, prima ou imediatamente irmã da faixa de abertura do álbum. Originalmente, era uma música com letra e melodia diferentes, mas sentimos que o álbum deveria começar com uma composição sem vocal, algo para dar o tom mesmo. Mas, no fundo, sempre soubemos que era uma grande música, ainda que não tivéssemos encontrado a melodia e o vocal apropriados. E agora, ela vai ser lançada como um single. É uma espécie de desenvolvimento da faixa do álbum.

ENTREVISTADOR: A turnê de vocês é bastante extensa, vocês vão passar um bom tempo na estrada. É um trabalho pesado. Como vocês lidam com isso?

WILL: É realmente muito trabalho, mas também é muito divertido. É muito chato ouvir músicos falando sobre o quanto a vida deles é difícil. Amamos tocar e passar meses e meses fazendo shows ao redor do mundo; é a combinação perfeita entre viagens, música e tudo o mais. É muito legal.

ENTREVISTADOR: Uma trilha sonora para acompanhar… A banda vai estar em turnê até setembro. Quais são os planos para depois? O que está no horizonte da banda?

GUY: Não vamos fazer shows continuamente, sem paradas. Acho que vamos estar em turnê até o final do ano [2008] e, então, vamos fazer alguns planejamentos para a turnê do ano que vem. Mas vamos começar também a fazer algumas gravações, vamos começar a trabalhar no próximo álbum ano que vem.

ENTREVISTADOR: O que podemos esperar disso?

GUY: Quando acharmos que está bom…

WILL: Quando estiver concluído…

GUY: Pode levar um ano, dois, quem sabe… Temos de começar a trabalhar primeiro e ver como as coisas vão tomando forma.

ENTREVISTADOR: Já há algo pronto?

GUY: Bom, não há nada para se falar, na verdade, porque não começamos ainda. Só algumas idéias surgindo, mas não posso falar nada sobre isso… Não que seja um segredo, é só que não há nada para se falar mesmo.

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