Coldplay.com conversa com Jon Hopkins

29 novembro, 2008

Hopkins colaborou com o Viva La Vida e abriu alguns shows da turnê homônima. Nessa entrevista, o Coldplay.com (12/nov/08) aborda as duas partipações.

Diante da iminência de o colaborador de Viva La Vida, Jon Hopkins, abrir mais uma série de shows, pensamos que já era hora de sabermos um pouco mais sobre ele…

Olá, Jon. Como vai??
Olá. Vou bem, apesar de estar um pouco atordoado em função da mudança de fuso. No momento, estou em Miami. Cheguei em Miami ontem em tempo de participar do show de Atlanta ontem à noite e vou abrir o primeiro show amanhaã, em Kansas.

Você já abriu alguns shows para a banda nessa turnê. Como foram?
Foram incríveis. Acho que já fiz uns quinze shows com eles até agora. Os mais surreais foram os três primeiros, em Londres, Barcelona e Nova Iorque. Sentir a ansiedade e a empolgação do público foi demais.

Qual é a sensação de tocar em grandes arenas?
Bem difícil de descrever. No começo, foi estressante e legal até. Depois, ficou aterrador mesmo. Agora ficou divertido, na verdade.

Os fãs do Coldplay reagiram bem às suas músicas?
Sim. Parece que o público gostou bastante delas. Não sabia qual seria a reação de uma audiência que fora conferir um tipo de música tão diferente, mas todos foram muito receptivos e presenciei algumas respostas muito positivas.

Você trabalhou com a banda no Viva La Vida. Como conheceu a banda?
Fomos apresentados pelo Brian Eno, um dos produtores do disco. Ele me convidou para ir ao estúdio, no começo de 2007, para ver se eu podia dar alguma ajuda e, de alguma forma acabei ficando até que o álbum fosse concluído, um ano mais tarde.

E qual foi o seu envolvimento com o disco?
Eu co-produzi algumas faixas e toquei órgão, harmônio e outros instrumentos semelhantes em outras. Também adaptei uma de minhas músicas novas (intitulada Light Through The Veins, que vou lançar em breve), que se tornou Life in Technicolor e The Escapist.

Você já havia feito parcerias similares com outras bandas?
Não diria que tive qualquer experiência parecida, sério. Produzi o trabalho de alguns artistas solo, como King Creosote e Dan Arborise e fiz algumas participações em composições de David Holmes, Brian e Massive Attack e, além disso, outros trabalhos, como remixagem, que tendem a ser mais solitários. Dessa forma, foi legal me envolver com um grupo maior de pessoas e ver como as coisas funcionam para as bandas maiores.

Como era a atmosfera do estúdio, comparando-se com as outras parcerias que você já havia feito?
Talvez um pouco mais trabalhosa, mas imensamente divertida e recompensadora.

É um sensação boa saber que a música que você ajudou a compor e produzir está agora na casa de milhões de pessoas em todo o mundo?
Sim, muito e estou muito orgulhoso de minhas contribuições para o disco. Foi particularmente emocionante ouvir a introdução de Violet Hill, o resultado de um improviso meu e de Davide Rossi (responsável pelos instrumentos de corda).

Você poderia falar um pouco mais de sua música?
Ela é feita eletronicamente, mas é acompanhada de uma série de instrumentos acústicos trabalhados. É harmônica e melódica; obscura em algumas partes e eufórica em outras. Não sou muito bom para dar uma descrição que vai além disso, mas se pode conferi-las aqui www.myspace.com/jonhopkins

Como você transporta música quase exclusivamente eletrônica para o palco?
Há muitos instrumentos e tecnologias quer permitem que a música eletrônica tem um aspecto mais “performativo” e que você improvise e desenvolva suas idéias ao vivo. Uma grande tela também acompanha minhas perfórmances, mostrando uma série de animações psicodélicas feitas por um gênio chamado Vince Collins e que me deu permissão para usar seu trabalho como parte do meu show. Isso dá margem a uma nova dimensão, creio eu… É meio difícl de preencher o palco só com um cara e umas máquinas.

Você gosta de estar na estrada?
Gosto. Não é algo que havia feito com muita freqüência até esse ano e estou adorando.

É bom viajar ao lado do Coldplay?
É. Conheço a banda há uns dois anos já. É ótima estar ao lado deles.

Após os shows nos Estados Unidos, você vai juntar-se à banda no Reino Unido também. Há algum show particular por que você está particularmente ansioso?
Estou ansioso pelos shows na Arena O2, em Londres. Davide Rossi vai estar comigo no palco, tocando instrumentos de corda.

Você fica acompanhando os shows do Coldplay? O que acha deles?
Foi muito legal vê-los desenvolver ao longo desses seis meses; mudou muita coisa desde o show fechado para familiares e amigos até chegar no espetáculo gtandioso que presenciei ontem à noite… Acho que ele finalmente entrou em forma agora, se você me entende.

Última pergunta: qual a sua música favorita do Coldplay?
Politik, provavelmente. Um épico sublime.

Obrigado, Jon.
Não há de quê.

Para mais informações a respeito de Jon Hopkins, dê uma olhada em seu MySpace.

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