Críticas: Ghost Stories

18 maio, 2014

O sexto álbum de estúdio do Coldplay, Ghost Stories, já está liberado para a audição de todos, e será lançado no Brasil no dia 20 de Maio (Veja como fazer a compra aqui). Com isso juntamos alguns membros da equipe Viva Coldplay e parceiros para pedir que escrevessem pequenas críticas sobre o novo trabalho da banda.

Leia nossas críticas seguidas com uma pontuação de 1 a 5 borboletas:

E mais uma vez Coldplay lança um álbum pra ser ouvido do início ao fim. Apesar de algumas letras serem bem superficiais e repetitivas, gostei bastante da proposta de Ghost Stories como um álbum mais intimista/introspectivo e de certa forma misterioso. Mila Fürstová também fez um incrível trabalho com a arte do álbum, representando em cada traço a mensagem das músicas. ‘O’ sem dúvida é minha favorita, mas ‘Midnight’ e ‘Always in my Head’ não ficam muito atrás.

viva-rating-4

 

 

Lucas Caon

Ghost Stories é muito diferente de seu antecessor, Mylo Xyloto. Com exceção da faixa “A sky full of stars”, o álbum apresenta uma proposta mais calma e intimista. Apesar da notável identificação com a vida privada de Chris Martin, poucas composições são bem elaboradas como outras de trabalhos anteriores da banda. Contudo, o resultado exibe predomínio de pontos positivos. Desde vozes fantasmagóricas (referência direta ao título do álbum) até a bem sucedida transição de “True Love” para “Midnight”, Ghost Stories acerta ao construir um ciclo harmonioso. Destaque para a belíssima “O” e seus impactantes segundos de silêncio.

viva-rating-4

 

 

Vitor Porto

A era Ghost Stories começou com Midnight, música altamente experimental, passando por Magic e A Sky Full Of Stars, as canções com mais influências pop do álbum. Sendo assim, não tinha como não haver surpresa com as baladinhas Ink e True Love, ou com a calmaria de O e o folk de Ghost Story, da versão deluxe. O encanto veio não só em forma de melodias, que possuem belos arranjos característicos do Coldplay, mas também nas letras, que mostram um Chris Martin frágil e exposto, o que nos aproxima mais ainda da obra e dá ao Ghost Stories uma profundidade que fez falta no Mylo Xyloto.

viva-rating-5

 

 

Manuela Moraes

Talvez essa possa ser a opinião mais superficial que você verá aqui. Acreditava que GS iria me decepcionar, assim como foi com MX. Felizmente, estava enganada e fui surpreendida positivamente. É um álbum bem construído, exceto pelas músicas que não deveriam estar ali (na minha opinião) como Midnight, A Sky Full of Stars… Esse equivoco, porém, é apagado da minha memória tão logo ouço faixas como Oceans e O. Ink começa com uma batida que não se espera de Coldplay, mas é uma música divertida, e assim seguimos com GS, um álbum que poderia ser uma fossa melancólica, mas é, na verdade, uma fossa contemplativa (algo mais leve e mais suave). No mais, me agradou, apesar de ver muito Chris Martin no álbum e pouco de Jonny, Guy (apesar de Midnight ser Guy carimbado) e Will (o que é uma pena, ainda torço por ver Will nos vocais de uma música!).

viva-rating-4

 

 

Camilla Oliveira

“Ghost Stories” nos transporta de volta às raízes do Coldplay. O álbum, traz um quê de cada um dos outros lançamentos da banda. A calma e a melancolia de Parachutes, os arranjos de guitarra inesquecíveis de A Rush Of Blood To The Head, a pegada eletrônica de X&Y e os refrões inesquecíveis de Viva La Vida e Mylo Xyloto. Apesar de cada faixa ser diferente, na composição e na melodia, ambas trazem um mesmo ar de seus sucessores. Com certeza, um álbum pra ficar na história da banda.

viva-rating-5

 

 

– Marcelo Monteiro (Coldplay Brasil)

Em seu álbum mais intimista o Coldplay conseguiu trazer coesão e correlação em quase todas 9 faixas, progredindo em uma mensagem de amor, perda e superação. Canções como True Love, Oceans e O trazem a banda em seus melhores e mais frágeis momentos. O álbum erra justamente quando foge desse sentimento, trazendo batidas pasteurizadas de um POP superficial demais, e em conjunto com letras simples e vazias, fazem com que faixas como Magic e ASFoS atrapalhem o resultado final. Faixas extras como All Your Friends e Ghost Story poderiam ter contribuído, e estranhamente ficaram de fora. No final das contas Ghost Stories entrega o suficiente para se tornar mais um grande álbum na carreira da banda.

viva-rating-3

 

 

Filipe Araújo

Ghost Stories parece uma tentativa de revisitar o antigo Coldplay, funcionando quase como uma homenagem aos outros álbuns da banda. Temos Oceans, que parece ter saído diretamente de Parachutes ou A Sky Full of Stars, que surge como um resquício de Mylo Xyloto. Muito influenciado pela separação com Gwyneth Paltrow, Ghost Stories é melancólico ao extremo, transitando entre canções sobre mágoa, amor e perda. Não restam dúvidas que este é um álbum muito bem produzido (assim como qualquer outro do Coldplay), mas que falha em alguns aspectos líricos, com letras repetitivas e clichês. Se distanciando da grandiosidade do último disco, Ghost Stories é mais íntimo, com melodias que evocam a tristeza, mas que ao mesmo tempo possuem o desejo de consolar. Em resumo, não é o melhor trabalho da banda, onde de certa forma, eles acabam voltando para sua zona de conforto (exceto por Midnight). Talvez este, tenha sido um processo de transição pelo qual Chris Martin precisava passar. Parece que partir de agora, as portas estarão abertas para algo muito melhor.

viva-rating-4

 

 

Diego Luiz

Não sou boa em críticas técnicas, sobre riff de guitarra ou acordes de violão. Eu falo daquilo que me bate, daquilo que uma música me faz sentir. E eu não sei se terei linhas suficientes para falar do que Ghost Stories me fez sentir. A princípio eu fiquei receosa com as primeiras amostras de “Magic” e “Always In My Head”, e até um pouco magoada com o Coldplay pela superficialidade “Another’s Arms” e “A Sky Full Of Stars”. Mas, Ghost Stories chegou e com ele, um sopro triste e gélido como devem ser as histórias de fantasmas. Os fantasmas a que o Coldplay se refere são os que estão dentro de cada um de nós, são nosso medo, tristeza, angústia e dor. Mas o que poderia ser interpretado como um desastre, na verdade é uma surpresa incrível! O álbum funciona precisamente, é redondo como o globo terrestre girando em Parachutes. E “Oceans” nos faz lembrar as antigas músicas do primeiro álbum da banda. Tão tocante que me transporta para outra dimensão, enquanto ouço o som do mar.“True Love” expõem um Chris Martin nostálgico e, por isso mesmo, muito frágil – suplicando por qualquer gesto de amor, mesmo que fingido. O final dessa história não poderia ser mais perfeito. “O”(Fly On) encerra o álbum com um toque de esperança. Se vc, assim como eu, disfarçou o nó na garganta durante todo esse conto triste que é Ghost Stories, agora você já pode chorar. O instrumental da música atinge o coração pungentemente. Chris canta os versos de uma maneira tão suave e tranqüila que eu só preciso secar as lágrimas, com a certeza de que o mais importante é seguir em frente. E aí está a mensagem inequívoca do Coldplay: seja verdadeiro com seus sentimentos e não abra mão daquilo que realmente é importante para você. “Don’t ever let go”.
viva-rating-4

 

 
Keka Kircher

Oh I'm going to buy a gun and start a war. If you can tell me something worth fighting for.

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