Em nova entrevista para a Esquire, Guy Berryman contou como se expressa por meio da sua marca de roupas, a Applied Art Forms. Segundo o baixista do Coldplay, a ideia de criar o negócio surgiu da vontade de deixar seu legado no mundo fazendo algo muito bom, para não desaparecer com o tempo. “Acho que é a mesma coisa quando você faz música: você tenta criar canções que vão ter algum impacto no mundo. E elas vão continuar tocando quando você se aposentar. Por isso, eu sempre quero fazer coisas significativas, seja música, roupas ou joias — precisa ser algo que resistirá ao teste do tempo”, explicou Guy.

O papo aconteceu entre os seis shows que o Coldplay realizou em Singapura, quando Guy divulgava a marca na Dover Street Market, e isso motivou o baixista a explicar o porquê de a banda fazer tantos shows em um só lugar. Ele defendeu que é necessário fazer várias apresentações porque com apenas um show muitos ficariam sem ingresso, e ainda completou que, do ponto de vista comercial e sustentável, faz sentido ficar em um só lugar para lidar com transporte e montagem uma única vez.

Já a respeito da sua relação com Amsterdam, Guy contou que a sua parceira, Keishia [Gerrits], é holandesa e que ele se apaixonou pela cidade depois de ir até lá algumas vezes para visitar a família dela. O baixista revelou que agora, quando não está viajando a trabalho, é residente em tempo integral de Amsterdã. “O centro da cidade continua parecido com o que era centenas de anos atrás, os passeios envolvendo gastronomia são incríveis, e há muitas pessoas criativas e talentosas, como músicos e designers, morando lá”, justifica Guy.
Guy ainda falou um pouco mais de uma camiseta da marca que conta com o texto “Love is the drug” — que talvez seja a peça mais conhecida da Applied Art Forms até agora. Inclusive, Guy contou que a procura por pela peça aumentou depois que ela foi usada por Chris Martin.

Sobre o processo de criação, ele contou que a equipe faz toda a serigrafia (estampagem nas camisetas) manualmente e que a ideia da camiseta “Love is the drug” surgiu quando ele pensou em algo que não fosse clichê para vender no dia dos namorados. Segundo ele, não tem nada a ver com a música homônima lançada pela banda Roxy Music. Guy ainda revelou que ele mesmo pintou a versão inicial, deixou a tinta escorrer e fotografou (para se tornar uma estampa).
Sobre a trajetória crescente da Applied Art Forms, Guy compartilhou que foi necessário expandir a marca, mas que não quer transformá-la em um negócio enorme, pois prioriza qualidade e a ideia de construir uma comunidade que entenda o propósito da iniciativa.

Leia a íntegra da entrevista aqui.
Fotos de Jaya Khidir.