Telescope Lens #especial – Memórias do Glastonbury II

20 fevereiro, 2011

Como dissemos ontem, publicamos hoje a segunda parte desse Telescope Lens especial, que traz a tradução de uma antiga matéria da NME (junho 2002). Apesar da distância temporal, o plano de fundo dessa entrevista com o Chris é bastante semelhante ao atual: em 2002, o Coldplay acabara de lançar A Rush of Blood to the Head e estava prestes a subir no palco do Glastonbury. Ok, talvez não haja tantas semelhanças assim – afinal, não sabemos com clareza quando o quinto álbum vai ser lançado e ainda falta bastante para o festival. De qualquer forma, nessa entrevista, transparece algo que parece atemporal ao Coldplay, a sua preocupação em sempre fazer o melhor trabalho possível.

Boa leitura!

“Não temos vontade nenhuma de sermos bons. Queremos ser ótimos”

Irracional em um momento, irritadiço no outro, Chris Martin (Coldplay) é um poço de contradições. Mas, com um álbum novo estonteante e cheio de músicas para dominar o Glastonbury [2002], os críticos dele é que terão que dar algumas explicações.

O momento em que pareceu que Chris Martin finalmente teria um colapso nervoso foi o NME Awards de 2001 [premiação anual organizada pela revista britânica New Musical Express]. Tendo saído direto de um vôo da Austrália e estando na iminência de se separar de sua namorada de então, o vocalista do Coldplay parecia agitado e confuso.

Ao ser chamado para receber o prêmio de Melhor Artista Revelação, Chris Martin subiu no palco segurando uma garrafa de champanhe (ele não bebe, sob a alegação de que não gosta do sabor) e lançou uma piada sem noção sobre o corte de cabelo de Craig David [cantor britânico]. Algumas pessoas da platéia começaram a vaiar. Ele ficou, então, mortificado e se apressou em voltar para o seu assento. Minutos depois, ele desapareceu, escapando pela saída dos fundos, envergonhado demais para ficar.

Quinze meses depois, a NME está sentada com o vocalista de 24 anos em Depot, um centro de ensaios ao norte de Londres, onde ele está praticando com os seus companheiros de banda Jon Buckland (guitarra), Guy Berryman (baixo) e Will Champion (bateria). Eles estão às vésperas de lançar A Rush of Blood to the Head – um segundo álbum incrível que vai mudar totalmente o que você pensa sobre a banda – e, em duas semanas, eles vão ser atração principal do Glastonbury. Apesar disso, o NME Awards permanece sem descanso em sua mente.

“Acho que eu fiquei meio perdido naquele dia”, ele sorri. “Eu me senti uma baita de uma farsa. Por quê? Porque eu estava sentado perto do Noel e do Bono e de todos eles e pensei ‘O que raios eu estou fazendo aqui? Eu tenho um diploma da universidade e do ensino médio, eu não sou muito rock’n’roll’. Quando eu estava saindo do prédio, eu pensei ‘Que belo idiota, eu devia deixar tudo isso para o Bono’”.

Essa reação foi o ápice do turbilhão de sensações que se apossaram dele após o sucesso rápido (e global) de sua banda. No anterior, o lançamento de ‘Yellow’ – uma das músicas de trabalho mais belas e bem construídas da história – rendeu sucesso imediato ao Coldplay. Não era algo que eles achavam que mereciam.

“Nós nos sentimos como um bando de estudantes que deram sorte”, suspira Chris Martin. “Agora, nós temos tudo o que jamais havíamos sonhado. Nós começamos a fazer turnês pelo mundo afora e a ganhar prêmios, mas o meu estado de espírito ainda estava na descrença de que havia pessoas que gostavam da gente. Nós éramos bombardeados com essa idéia diariamente”.

E agora?

“Eu continuo acreditando apenas nas pessoas que não gostam da gente. Mas, pelo menos agora já sabemos qual é a nossa missão. Eu sei que estou obcecado com cantar e compor e eu sei que a pessoa do lado da qual eu toco toda noite é o meu guitarrista preferido no mundo inteiro. E eu sei que temos a vontade de sermos bons. Queremos fazer algo ótimo, apaixonado. É como eu disse há pouco tempo: queremos fazer a melhor música do mundo”.

Quando Chris Martin diz que o Coldplay era bombardeado diariamente, ele não está exagerando. Para uma banda que os críticos se esforçaram para retratar como a última novidade em brandura, o Coldplay suscitou emoções estranhamente intensas. Especialmente em Alan McGee, ex-chefe da Creation [gravadora britânica]. Quando Parachutes, o álbum de estréia do Coldplay, foi indicado para o Mercury Prize 2000, mas os queridinhos de McGee, o Primal Scream, não, ele explodiu em uma raiva apoplética, denunciando a música do Coldplay como sendo destinada a “mela-cuecas”. Era o auge da retórica anti-Coldplay – e, em muitos sentidos, a sua guinada.

Olhando para trás, não fica difícil ver por que eles provocaram uma reação negativa tão feroz. Universitários (eles se conheceram na University College London, em 1996) e pertencentes, sem nenhum constrangimento, à classe média (a mãe de Chris é professora e seu pai, contador), tal como o Travis, eles rejeitaram os tradicionais valores do rock’n’roll de rebelião e excesso em favor do objetivo mais vago de “comover as pessoas”.

Além do mais, no nunca alcoolizado Chris Martin, eles encontraram o primeiro líder de banda britânico, desde o Morissey, nos anos 1980, a confessar que a abstinência era o seu único vício. Ao contrário de Morissey, no entanto, não há nenhum correlato à ambigüidade sexual e é difícil imaginar o ex-líder do Smiths anunciando para o mundo que os seus hobbies incluem “críquete, natação e corrida” (como disse Chris Martin na NME de junho de 2000).

Há dois meses, seu camarada Noel acrescentou: “Eu gosto do Coldplay. Parece que o Chris realmente tem a intenção. Não sei por que o McGee entrou nessa de… falar que a música deles é para mela-cuecas”.

Em resumo, quaisquer dúvidas que alguém já teve sobre o Coldplay vão ser extinguidas da face da Terra. O segundo álbum deles é uma revelação. Paranóico, épico, misterioso e cheio de emoções sinceras, trata-se de um álbum com uma impressão firme de sua própria grandeza. Alimentado pelo rock mais estridente dos anos 80 (pense no U2, no Echo and the Bunnymen e no The Cure), é um disco sobre amor, morte, perda e sobre o tempo se escasseando. Comparado com a ingenuidade gauche de seu predecessor, esse álbum representa uma passo decisivo na direção do desconhecido. Ele é também tão acessível e bonito que quase não há dúvida de que, ao ser lançado em agosto, ele fará do Coldplay uma das maiores bandas do mundo.

Chris Martin pode ter sobrevivido à era Parachutes sem nenhum arranhão, ele pode saber agora qual é a missão da banda, ele pode até mesmo ter gravada o álbum do ano, mas, no fundo, as mesmas ansiedades avassaladoras o consomem.

Quando começamos a entrevista, ele está em uma sala deserta, empoleirado no canto de um sofá, embrulhado em um blusão bege e segurando microfone perto da boca. Quando falamos para ele que isso não é necessário, ele insiste e diz que isso o ajuda a pensar. Os olhos deles ficam bem abertos intermitentemente e hoje ele fala como uma voz nasal fanhosa e grave (ele acha que uma gripe está por vir).

A primeira coisa que ele fala quando o gravador começa a rodar é “Estou ficando careca, sabe. Vamos ficar parecendo o Genesis antes do ano acabar. Não estou brincando”.

A ansiedade de Chris Martin (beirando a paranóia) é uma lenda. Dizem que quando ele leu a resenha de Paarachutes na NME e descobriu que ele fora classificado como 9/10, ligou para o crítico para perguntar por que tinha perdido um ponto. Quando perguntamos se a preocupação dele já o dominou por completo, ele dispensa a nossa pergunta, dizendo “Eu não preciso de ninguém com pena de mim. Estou muito bem, obrigado”. Essa é a técnica que ele usa sempre que fazem uma pergunta pessoal.

Desde o começo, ele se mostra disposto a enfatizar que, no ano passado, ele passou por uma tremenda mudança e que não pensou a respeito desde então. Essa reviravolta ocorreu durante uma turnê nos Estados Unidos, no meio de 2001, e, quando ele começa a falar no assunto, ele não pára mais.

“A gente quase pôs um fim em tudo quando tocamos em alguns festivais por lá e fomos atingidos por todas essas garrafas e CDs [o episódio é relatado na timeline do Coldplay.com, em maio de 2001/link alternativo]”, diz ele, rápida e suavemente, o microfone quase dentro da boca dele. “Nós éramos meio que uma banda acústica e todos estavam esperando pelo Staind [banda estadunidense de nu metal] e pelo Blink 182. Foi aí que eu pensei ‘Ou a gente pára por aqui e se deixa dominar pelas pessoas que não gostam da gente ou a gente pode seguir em frente pensando <Danem-se vocês, porque tem alguns milhões de pessoas que realmente gostam da gente>’.

“Acho que isso simplesmente me ocorreu na hora: ‘Eu sou eu e somos tão bons quanto alguém poderia ser. Não há necessidade para nos preocuparmos com mais ninguém porque nós somos todos pequenas criaturas dando voltas por aí. Todos nós, desde o Nelson Mandela até a Myra Hindley [assassina em série] recebemos alguma coisa e temos de decidir o que fazer com isso. De repente, eu simplesmente parei de ter medo de todo mundo.

“Agora, eu acordo de manhã e não estou nem aí para o Bobby Gillespie [membro do Primal Scream; caracterizou o Coldplay como entediante] ou para qualquer um nesse pessoal que não gosta da gente (põe a mão em volta do microfone). O Bobby Gillespie é um babaca. Eu não acredito na música dele. Apesar de isso ter me preocupado antes, agora não me preocupa mais. O que faz de você uma pessoa legal é fazer exatamente o que você quer e nós sempre fizemos isso. Se você quer ir no Met Bar e usar cocaína, ótimo, vá em frente. Mas isso não faz de você, de mim, do Will ou do Frans (Healy [vocalista do Travis]). Assim que percebi isso, fiquei numa boa”.

Esse ataque violento contra o Primal Scream não é completamente infundado. Hoje, eles estão ensaiando em outra parte do Depot. Antes da entrevista, Chris viu Gillespie derramar chá no chão da lanchonete propositalmente. Isso tem o irritado desde então, mas enfim…

“É como disse o Johnny Rotten [vocalista do Sex Pistols], faça o que você tem que fazer. Eu não estou dizendo ‘dane-se todo mundo’, é claro, mas não precisa de ter medo. Não precisa ficar pensando ‘Não consigo fazer isso ou eu não consigo fazer aquilo. Quando você se dá conta disso é incrível, porque isso te faz trabalhar dez vezes mais pesado porque você acha que é apenas um ser humano normal que está no Coldplay; o que tem de mais nisso? Acho que, se você tiver medo da morte, você vive a vida direito”.

Esse último ponto é importante. Tematicamente, é o que serve de base de todo o A Rush of Blood to the Head.

“É isso mesmo!”, diz Chris, radiante. “Esse álbum é sobre como você deve fazer as coisas agora mesmo porque o tempo é curto. Seja se apaixonar, seja se opor a corporações globais malignas, você precisa fazer isso agora e não adiar. Parte da motivação disso é o medo da morte. É claro que a outra parte é o medo de ficar careca. É bom pensar que a vida curta porque isso te faz viver o máximo de cada dia. Isso te faz não dar a mínima para pessoas que não gostam de você”.

À essa altura, Chris Martin já disse à NME que ele não tem medo de ninguém quatro vezes, em cinco minutos. Em dois segundos, ele vai falar isso de novo.

“Tudo o que você tem que fazer é não temer a ninguém”.

Não disse?

“Bom, é verdade. O Napoleão era só um cara. É estranho quando você se dá conta de que essa é a verdade. Isso te faz pensar em coisas positivas e em coisas negativas. Mas o que isso te faz pensar mesmo é ‘Caramba, eu posso fazer qualquer coisa, mas eu também poderia morrer amanhã’.

Você mencionou bastante a morte.

“Bom, algumas pessoas com quem estudei morreram e eu fico pensando ‘Caramba, eu joguei futebol com ele’. Eu não tenho uma fixação pela morte ou qualquer coisa do tipo. O que eu estou querendo dizer é que o súbito conhecimento de que um cara com que você estudou foi assassinado faz você pensar que é melhor você tirar o máximo de tudo o que você está fazendo. É bom estar atento ao seu tempo”.

Isso não é só uma preocupação a mais?

“Olha”, diz ele, dando de ombros, “eu sempre estive preocupado com várias coisas e elas tendem a ficar cada vez maiores. Estou pregado nesse assunto agora, mas eu não fico choramingando o dia todo, embrulhado em roupas pretas”.

Uma coisa com que a banda toda (e não somente o Chris) se preocupou foi a versão inicial de A Rush of Blood to the Head. Em 2001, eles entraram nos estúdios Mayfair, em Primrose Hill, norte de Londres e – com um estranho intervalo – trabalharam até o Natal, até quando eles já tinham a base do segundo álbum. Constituído em sua maioria por músicas que não tinham entrado no Parachutes ou por músicas como “In My Place”, escrita no entremeio, eles acharam que o disco estava medíocre. Acharam mesmo que músicas como “Politik” (uma marcha imponente e implacável com dois acordes, escrita depois do 11 de setembro e que inaugura o álbum) tinham pouca alma.

“Nós começamos a agir como se fosse um trabalho ordinário”, admite Chris, “e acho Primrose Hill um lugar chique demais para gravar. Tem muitas distrações lá. Eu lembro de alguém dizendo ‘A Cat Deeley [clebridade inglesa] está lá fora’. Eu disse ‘Ah, legal’, mas saí correndo para ver se conseguia dar uma olhada nela. Eu pensei ‘Talvez eu passe por ela e cante <Yellow>’. É mais ou menos assim que é Primrose Hill”.

Depois do Natal, a banda decidiu se realocar e foi para Parr Street, em Liverpool, onde eles gravaram boa parte do primeiro álbum. Aí, eles encontraram a tão ansiada concentração e, na pequena sala de ensaios, Chris começou a escrever um punhado de canções (incluindo “Clocks” e “The Scientist”, sendo a última uma balada precisa ao piano e uma das músicas mais sensacionais que eles já escreveram) que se tornariam o cerne do álbum.

“Quando fomos para Liverpool – porque lá não tem distrações, nem ninguém te dizendo que você é bom ou que é horrível – nós conseguimos deixar tudo nos eixos novamente”, explica Chris. “Ficamos em uma sala bem, bem pequena e só com o básico. Mas tem uma sala lá onde as músicas parecem simplesmente surgir. Parece que uma espécie de ímã de música lá e, se você sentar e esperar o suficiente, a música simplesmente vai vir.

Nesse projeto, eles foram auxiliados pelo produtor Ken Nelson (que também havia trabalhado em Parachutes) e, surpreendentemente, por Ian McCulloch, vocalista do Echo and the Bunnymen. Como a NME noticiou, Mac foi uma espécie de talismã durante boa parte do processo de gravação – até emprestando a sua capa de chuva de marca para Chris Martin – e há diversos momentos em que a sua influência é claramente discernível (especialmente na guitarra de “Daylight”, que tem muito mais do que uma mera semelhança com o maior sucesso de todos os tempos do Bunnymen, “The Cutter”, de 1983).

“Foi só recentemente que eu voltei de verdade para o U2 do começo, Bunnymen, Smiths e Joy Division”, ele me dá como explicação. “Isso tudo é bem novo para mim e muito inspirador.

“Nesse álbum, estávamos tentando competir com músicas como Occean Rain (Echo and the Bunnymen), The Unforgettable Fire (U2), Sitcky Fingers (The Rolling Stones) e Rubber Soul e Revolver (The Beatles). Isso tudo é alcançável. Não estamos nem perto de conseguir isso, mas é possível”.

Considerando que, na última vez em que o seu correspondente entrevistou o Coldplay, em março de 2000, o Chris confessou uma admiração encoberta pelo Tem Summoner’s Tales do Sting, isso é uma guinada e tanto. Especialmente quando você pensa no que ele está escutando no momento.

“Nesse final de semana, eu comecei a gostar bastante do Sex Pistols”, ele diz, radiante, “nunca achei que eu ia gostar deles, mas eles me pegaram de jeito. É como ter 12 anos de novo. Eu estava escutando Never Mind the Bollocks ontem e uma questão passou pela mente: ‘Por que raios as pessoas ainda se dão ao trabalho de fazer outro tipo de música?’. Depois, eu pensei logo ‘Apaga isso, você devia estar se dedicando ao álbum novo’”.

Isso não parece muito Coldplay.

“Eles podem parecer um bando de gente detestável”, considera Chris, “mas acho que o Johnny Rotten tinha muita compaixão. É isso que ele diz no The Filth and the Fury, creio eu. Ele diz ‘Não estou cantando isso porque eu odeio os meus compatriotas. Estou cantando isso porque eu os amo e estou triste pela maneira por que eles estão sendo tratados’”.

Tá certo. Então vocês e o Sex Pistols são basicamente a mesma coisa?

“Bom, acho que você teria um pouco de dificuldade convencendo as pessoas disso. Talvez, se você dissesse ‘É o Travis, Starsailor, Coldplay e o Sex Pistols’. Talvez eles sejam a banda que vem sendo negligenciada quando nos agrupam assim. É isso que eu acho, de qualquer forma…”

Glastonbury 2002

Quando você conhece Chris Martin, você se depara com uma pessoa que oscila entre auto-confiança musical sem limites e insegurança pessoal profunda. Ele admite tudo isso ele mesmo; ao fim da entrevista, ele diz que está sempre “na procura de confiança”. Ele afirma que não teme a ninguém, mas a reiteração constante do fato sugere que isso não é totalmente verdade.

Entretanto, quase não há dúvida de que ele é excepcionalmente orgulhoso por tudo que ele já conquistou, mesmo tendo muita dificuldade em expressar isso. Ele afirma que, em um certo momento, ele era “a pior pessoa do mundo para falar sobre o nosso álbum. Não conseguir ouvir ele e eu não sei sobre o que ele”. Quando dizemos a ele que vai ser um sucesso massivo, ele parece cético: “Algumas pessoas podem pensar que é apenas como o segundo álbum das Spice Girls – sem o mesmo frescor do primeiro. Tem algumas partes boas, mas como eu poderia ter certeza? Eu nunca poria nossos álbuns para tocar só por diversão. Seria perverso. Seria como assistir a você mesmo tendo relações”.

No entanto, o seu estado de espírito no momento parece consideravelmente estável. Apesar de, duas horas depois, na sessão de foto da NME, ele realmente ter ataque por achar que a banda não vai ser retratada com seriedade suficiente. De qualquer forma, ele é certamente um homem diferente do ingênuo de 22 anos que surgiu diante do público dois anos atrás.

“Eu sou parecido com o meu pai”, ele diz, “Nós dois usamos a preocupação como uma maneira de dar um impulso para fazermos algo bom. A maioria dos cantores é uma fusão de arrogância e paranóia – bom, não paranóia, mas algo que os mantém motivados pelo que vem a seguir”.

E o que vem a seguir para o Coldplay?

“Vamos ser atração principal do Coldplay em algumas semanas”, ele conclui, finalmente pondo o microfone no chão, “e vamos tentar fazer o melhor show de todos os tempos. Como eu disse antes, segundo o ponto de vista dessa banda, não há por que tentar ser mais ou menos bom. Sempre quisemos ser os melhores”.

Agradecimentos a Texasluvjonny (Fórum Coldplaying.com) por escanear e disponibilizar a matéria.

See you soon

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