Biografia

“Slowly breaking through the daylight”

“And I could write a book
The one they’ll say that shook
The world and then it took
It took it back from me
And I could write it down
And spread it all around

“Brothers and sisters, unite, it’s the time of your lives”

Formação e os primeiros anos da banda (1996 – 1999)

NCD
Os membros do Coldplay se reuniram pela primeira vez em um dos dormitórios da Universidade de Londres, em 1996. Os primeiros passos para a formação de um conjunto musical foram dados quando Chris Martin e Jonny Buckland se conheceram logo na primeira semana de aula. O restante do ano foi ocupado planejando-se a formação de uma banda. O resultado foi uma boyband chamada Pectoralz.

Guy Berryman

Mais tarde, Guy Berryman, que estudava na mesma faculdade, juntou-se ao grupo, sem levar em consideração estilos musicais.
Em 1997, eles já se apresentavam em pequenos clubes, contratados por promotores de eventos. Nesse período, abandonaram as suas aspirações anteriores e mudaram o seu nome para Starfish. Mais tarde, eles admitiriam que este era um nome de péssimo gosto.

JB

Jonny Buckland

No início de 1998, o time finalmente ficou completo quando Will Champion assumiu a bateria. Multi-instrumentista, Will cresceu ao som do piano, guitarra, baixo e tin whistle (uma flauta tradicionalmente tocada na Irlanda) e, apesar da pouquíssima experiência com percussão, rapidamente aprendeu a tocar bateria. Com os integrantes já escalados, o que estava faltando era um nome que não os deixassem descontentes. Tim Crompton, um amigo da faculdade, permitiu que Jonny, Guy, Will e Chris usassem o antigo nome de seu grupo, “Coldplay”, já que o considerava “excessivamente depressivo”. O nome vem de um livro de Philip Horky, cujo primeiro poema chamava-se “Child’s Play” e o último, “Cold Reflections”; dessa forma, o titulo acabou ficando Child’s Reflections, Cold Play.

Capa do EP Brothers&Sisters

From the start of the first page

Em meados de maio de 1998 foram lançadas 500 cópias do EP “Safety”, financiado pelos próprios rapazes e seu empresário. A maioria das cópias foi dada para gravadoras e amigos; somente 50 unidades chegaram para o público em geral.

“Safety” rendeu ao grupo uma apresentação no “In the City Musical Festival” (Manchester), que chamou a atenção de Debs Wild, da Universal Record. Ela, que hoje gerencia o site oficial da banda, apresentou os quatro músicos para Simon Williams, da Fierce Panda. Em dezembro, o Coldplay gravou o primeiro e único trabalho com este selo independente, o EP de três faixas “Brothers and Sisters”. Lançado em abril, a sua tiragem inicial foi de 2500 cópias. O interesse pela banda cresceu com as execuções regulares das músicas deste CD em uma das mais importantes rádios britânicas.

No final de 1999, os quatro rapazes que haviam se conhecido na faculdade assinaram um contrato com a Parlophone. Após a primeira perfórmance no Festival de Glastonbury, a banda voltou aos estúdios para a gravação de um terceiro EP, o “Blue Room”. Desta vez, 5000 cópias estavam disponíveis para o público e “Bigger Stronger”, a primeira faixa do disco, começou a tocar nas rádios, fazendo com que o Coldplay começasse a se firmar no cenário musical.

Confidence in you is confidence in me

Will Champion

O processo de gravação do “Blue Room” foi tumultuado. Chris expulsou Will da banda, mas, arrependido, implorou para que o baterista retornasse. Posteriormente, os desentendimentos foram resolvidos e regras para continuar fazendo parte da banda foram estabelecidas. Para começar, foi decidido que o Coldplay seria uma democracia: todos os ganhos seriam divididos em quatro partes igualitárias, seguindo o exemplo do A-ha, do U2 e do REM. Estava também incluído nesta lista que estaria fora qualquer integrante que usasse drogas pesadas.

In you I find proof

CM

Chris Martin

Para o Coldplay, a banda norueguesa A-Ha é também modelar em outros aspectos. É considerada pelo vocalista Chris Martin como tendo a maior influência sobre suas músicas. Como outros membros do Coldplay, ele já elogiou a banda em vários momentos. Num deles, afirmou que “aos 12 anos, “Hunting High and Low estava sempre em minha mente, e o A-Ha continua a ser uma importante banda para mim”. Chris também se tornou conhecido por copiar o estilo do vocalista do A-Ha, Morten Harket: “Era o jeito que Harket costumava ter várias coisas penduradas nos pulsos. Eu ainda faço isso. Ele é ainda o homem mais bonito e desconcertante que você jamais encontrará.”

Também não há como negar a enorme influência que a banda também britânica Radiohead, exerceu sobre a sonoridade do Coldplay, inclusive o vocal de Thom Yorke influencia claramente o jeito de Chris Martin cantar.

 

“All that we fought for”

Parachutes (1999-2001)

PC

Em novembro de 1999, a banda começou a focar as suas atenções no seu álbum de estréia.

Se após o lançamento de três EPs o grupo não havia alcançado as paradas, essa situação mudou com “Shiver”. Em março de 2000, a canção alcançou uma modesta 35ª posição e pela primeira vez um clipe do Coldplay foi transmitido pela MTV.

O mês de junho do ano 2000, quando o Coldplay embarcou na sua primeira turnê, foi um dos mais importantes no início da carreira da banda. “Yellow” emplacou na quarta posição das paradas britânicas e conferiu à banda reconhecimento mundial. “Parachutes”, o primeiríssimo álbum do Coldplay chegou às lojas em julho de 2000 e foi o mais vendido do Reino Unido.

Tendo conquistado o público europeu, a banda começou a se concentrar na América do Norte, onde “Parachutes” foi lançado em novembro de 2000. No ano seguinte, foi iniciada uma série de shows em clubes estadunidenses. O sucesso nos Estados Unidos ficou ainda mais evidente quando a banda recebeu o disco de platina duplo pelo CD e a estatueta de Melhor Álbum Alternativo na edição de 2002 do Grammy Awards.

 

“Where Do We Go To Draw The Line”

A Rush Of Blood To The Head (2001-2004)

ROB

O Natal de 2002 presenciou o lançamento do tão esperado sucessor de “Parachutes”, “A Rush of Blood to the Head”. O regresso aos estúdios havia acontecido no mês de outubro do ano anterior.

A satisfação com o material do CD foi geral. Geral, exceto pela própria banda. “Estávamos contentes com o álbum, mas, então, percebemos que algo não estava certo”, lembra Jonny. “Estava bom, mas não o suficiente”, completa Chris. “Então, voltamos para Liverpool, onde boa parte do último cd foi gravada. Músicas como ‘Daylight’, ‘A whisper’ e ‘The Scientist’ surgiram rapidamente nesse período. Estávamos totalmente inspirados”.

Antes da finalização de “A Rush…”, Chris visitou o Haiti e a República Dominicana junto com a Oxfam para divulgar a campanha em prol de um comércio mais justo. Foi uma viagem exaustiva pela área rural destes países, conhecendo produtores cujas vidas vêm sendo assoladas pelas leis do mercado que os põem em desvantagem. Esta é uma causa defendida e apoiada por toda a banda. “Todos aqueles que com uma posição como a nossa têm uma certa responsabilidade”, explica Guy. “Podemos conscientizar as pessoas de algumas questões. Não é muito trabalho para nós, de forma alguma”.

Capa do single Clocks

Dentre as músicas de maior sucesso do CD, destacam-se “In my place”, “The Scientist”, “Clocks” e “God Put a Smile Upon Your Face”. As quatro foram lançadas individualmente como singles e as capas dos cds trazem gravuras representando cada um dos quatro integrantes.

Em entrevista à Folha de S. Paulo, Guy disse: “Acho que ‘A Rush…’ revela uma banda mais confiante. Os dois [primeiros] discos têm o mesmo elemento, canções apaixonadas. Mas as faixas do novo álbum são mais rápidas. Tentamos combinar intimismo e intensidade porque sabíamos que este disco ia nos colocar na estrada por muito tempo. E ao vivo queríamos algo mais pesado”.

De junho de 2002 a setembro de 2003, o quarteto alçou vôo mais uma vez e visitou os cinco continentes, passando inclusive pelo Brasil em 2003 com uma perfórmance em São Paulo (3 de setembro no Via Funchal) e outra no Rio de Janeiro (no dia seguinte, no ATL Hall).

A turnê de divulgação de “A Rush” destacou-se por mostrar um Coldplay mais maduro. No começo de novembro de 2003, o lançamento de um DVD ao vivo (gravado no Hordern Pavillion, Sydney) brindou o seu sucesso. O “Live 2003” inclui não só um dos melhores shows da temporada, mas também um documentário com imagens dos bastidores e de outros shows ao redor do mundo.

Em dezembro, os leitores da revista Rolling Stone nomearam o Coldplay a banda do ano. E as premiações não pararam por aí. Na Grammy Awards de 2003, a banda conquistou os prêmios de duas categorias: Melhor perfórmance por um grupo ou dupla (“In My Place”) e melhor álbum alternativo. Na cerimônia do ano seguinte, foi a vez de “Clocks” dar ao grupo inglês o prêmio de melhor gravação.

“The wheels just keep on turning”

X & Y (2004-2006)

XY

Em 2004, o Coldplay deixou de ser o centro das atenções da mídia, já que grande parte do ano foi ocupada com um merecido descanso e a composição de um terceiro disco. Ainda assim, o público não ficou muito tempo sem notícias. Em maio, a banda divertiu os fãs com um vídeo realizado para comemorar o nascimento de Apple, primeira filha de Chris Martin com a sua esposa Gwyneth Paltrow. A bem humorada gravação traz um Coldplay e seu então produtor Ken Nelson tocando e dançando um rap como a banda fictícia The Nappies.

Tão logo a turnê acabou, Chris e Jonny foram compor em Chicago e voltaram para Liverpool com demos para que todos trabalhassem, junto com Ken Nelson. Determinados a ficar longe de horas de gravação exaustivas, eles trabalharam com relativa calma, cada um indo ao estúdio apenas para adicionar um toque pessoal às músicas.

Foi só no segundo semestre de 2004 que perceberam que havia algo de errado. “Estava tudo meio… Simples demais”, diz Will. “E o que é bom jamais vem facilmente. Não havia paixão nem energia”. “O que estávamos fazendo não era bom o suficiente”, concorda Jonny. “Parecia não haver interação nenhuma entre nós. Você pode ficar obcecado em chegar à perfeição, mas esquecer o que realmente importa”. “Não havia identidade”, diz Chris, por sua vez. “Decidimos abandonar tudo e voltar para os estúdios pequenos, com cerveja no chão e nomes de bandas rabiscados nas paredes e simplesmente tocarmos juntos”.

Finalmente, as canções que o Coldplay havia passado um ano gravando e a dinâmica que os movia tornaram-se velhas conhecidas novamente. Dessa forma, pela primeira vez no ano, os quatro amigos finalmente aproveitaram a companhia um do outro. Jogaram futebol e beisebol; saíram para jantar juntos e fizeram vídeos engraçados para o seu site; recordaram-se que, mais importante do que qualquer coisa, eles eram amigos. Partindo deste princípio, perceber o que estava faltando foi fácil. “Para ser uma grande banda, você tem que tocar junto”, diz Jonny, bem-humorado.

Na volta aos estúdios, algumas músicas foram retrabalhadas e novas canções foram adicionadas, desta vez com Danton Supple, o qual já havia mixado “AROBTTH”.

No começo de janeiro, Chris viajou para Gana para renovar o compromisso de longa data do Coldplay com o Make Trade Fair (Comércio com Justiça). Foi uma viagem cansativa, visitando agricultores pobres no norte do país para verificar como as condições de vida foram degradadas pela produção excessiva que a Europa e os Estados Unidos vendem ali a preços absurdamente baixos.

Em seguida, com a volta do vocalista, seguiram-se mais algumas semanas de trabalho árduo e três novas músicas foram incluídas no repertório, como “A Message”, a qual é descrita por Chris como “um presente inesperado”: “Eu acordei no meio da noite, corri escada abaixo e esta música veio pronta, como uma visita que chega tarde da noite. Fiquei muito empolgado. É a mesma sensação de pegar um peixe momentos antes de ir embora e quando todos os outros pescadores já se foram”.

Após essa maratona de 18 meses (demora que resultou na queda das ações da EMI), “X&Y”, terceiro álbum do quarteto britânico, foi lançado no começo de junho de 2005. Atrasado ou não, foi o disco mais vendido de 2005 e emplacou no primeiro lugar dos rankings de vendas de 28 países.

Antes mesmo desse lançamento, o público conheceu, em abril, “Speed of Sound”, primeira música de trabalho do quarto álbum. Segundo o que foi contado pela banda, a canção fora inspirada por “Running up that Hill”, da também britânica Kate Bush. Ironicamente, este single, que figurou no topo da relação das músicas mais pedidas, perdeu a primeira posição das paradas britânicas para “Axel F” do Crazy Frog.

De junho de 2005 a julho do ano seguinte, o Coldplay passou por diversos países com a “Twisted Logic Tour” e marcou presença em festivais como o Coachella (um dos maiores festivais de música alternativa do mundo), Glastonbury, o Austin City Limits Music e, em julho, no Live 8. Neste último, fez parte da setlist, além dos sucessos “In my place” e “Fix you”, uma versão de “Bittersweet Symphony” tocada juntamente com Richard Ashcroft.

Infelizmente, a América Latina acabou ficando de fora da turnê. Em dezembro de 2005, Will alimentou as expectativas da legião de fãs latinos ao dar uma entrevista para a rádio BBC: “Em janeiro nós teremos uma folga e então voltaremos à América até o final do mês e ficaremos em turnê por lá e aqui [Reino Unido] nos dois primeiros meses. Teremos mais algum tempo de folga e, então [iremos para] a Austrália no verão e América do Sul no outono”. Levando em consideração que o outono, no Hemisfério Norte, só começa em setembro, qualquer especulação foi refutada pelo anúncio do site oficial de que o término da “Twisted Logic Tour” aconteceria em julho, no Japão. A decepção deu origem a uma petição organizada por fãs latino-americanos e assinada por mais de cinco mil admiradores da banda.

No Brit Awards de 2006, o Coldplay ganhou os prêmios de melhor álbum com “X&Y” e gravação do ano (“Speed Sound”). Discussões acaloradas foram geradas pelos comentários de Chris durante o seu discurso de agradecimento: “Este prêmio significa muito para nós, especialmente agora. Vocês não vão nos ver por um bom tempo”. O vocalista acabou tendo de se explicar e esclarecer que, na realidade, aquele não era o prenúncio do fim da banda.

 

“Now the old king is dead long live the king”

Viva La Vida (2006-2008)

VLV

O quarto álbum do grupo foi lançado no dia 12 de Junho de 2008 nos Estados Unidos. Martin afirmou que escolheu o nome após vê-lo em um quadro da artista mexicana Frida Kahlo. “Ela passou por muita coisa, claro, e aí começou uma grande pintura em sua casa que dizia Viva la Vida or Death and All His Friends. Eu simplesmente amei a ousadia disso”, disse o cantor, se referindo à Frida, que teve diversos problemas de saúde.

O quarteto inglês visitou igrejas góticas de Barcelona para gravar vocais para o seu novo álbum. Sobre o novo trabalho, Dave Holmes, empresário do grupo, garante que esse seria um lançamento revolucionário. “Eu acho que é o melhor álbum da banda. É um disco fantástico. Eles realmente conseguiram”, disse ele à Billboard.

Capa do single Violet Hill

O primeiro single, “Violet Hill”, foi disponibilizado em download gratuito exclusivamente no site oficial da banda, e foi baixado por mais de 600 mil pessoas desde que foi disponibilizado no dia 29 de Maio de 2008, às 12h da Inglaterra. “A primeira frase dessa música é o primeiro verso que a gente escreveu junto na vida.” diz Chris. Também foi lançada uma segunda versão do vídeo de “Violet Hill”, em que chefes de estado e políticos como George W. Bush, Tony Blair, Fidel Castro, Barack Obama e Hillary Clinton dançam ao som da banda.

Este álbum esteve no top de vendas nacionais em 36 países. Nos Estados Unidos, foram vendidas no primeiro dia 316 mil cópias e, na primeira semana, 720 mil. No Reino Unido o álbum vendeu 125 mil cópias no primeiro dia e um total de 302.074 cópias nos primeiros três. Em todo o mundo foram vendidas mais de 500 mil cópias nos primeiros dez dias, batendo assim o record de vendas no Reino Unido do anterior álbum de Coldplay, X&Y, de 2005. Viva La Vida tornou-se ainda o álbum com mais downloads de todos os tempos na época.

 

“We’ll be glowing in the dark”

Mylo Xyloto (2011-2013)

MX

A gravação começou quando a banda ainda estava no meio da “Viva La Vida World Tour” em 2009. Ele seria lançado em dezembro de 2010, como uma “entrada de década”, mas foi adiado para 2011. A ideia original era compor um álbum totalmente acústico, mas logo foi abandonada pela banda. Algumas músicas como ‘Us Agaisnt the World’ são remanescentes do projeto inicial.

Mylo Xyloto é um álbum conceitual, e seu conteúdo segue baseado em uma história de amor com um final feliz, na qual dois protagonistas que vivem em um opressivo e distópico meio ambiente, se conhecem através de uma gangue, e apaixonam-se. Posteriormente, em fevereiro de 2012, após o sucesso de Mylo Xyloto, a banda lançou histórias em quadrinhos contando a história de Mylo e seu universo que proporcionaram o cenário para o disco e sua turnê. Liricamente, o álbum foi inspirado pela “antiga escola americana de grafite”, pelo “Movimento Rosa Branca” e a série de TV da HBO, The Wire.

O quinta trabalho da banda foi concluído no dia 9 de Setembro de 2011, contou com a produção de Markus Dravs, Daniel Green, Rik Simpson e Brian Eno. Em 12 de Agosto de 2011, a banda anunciou através de seu site oficial que Mylo Xyloto seria o título do quinto álbum. O nome “Xyloto” se refere, em inglês, às palavras xylophone (xilofone) e toe (dedo). Foi um nome criado pelos integrantes para criar algo somente deles. Até então eram duas palavras que as pessoas não podiam encontrar pesquisando no Google. Hoje existe aproximadamente 2.340.000 resultados.

O álbum vazou na internet no dia 17 de outubro de 2011, dois dias antes de sua estréia prevista para o Japão, e nove dias antes de seu lançamento mundial. Foi lançado nos formatos digital, CD , vinil e uma versão especial limitada Pop-Up com uma capa 12 “x 12” dura contendo grafite pop-up arte desenhado por David A. Carter, vinil, CD e conteúdo exclusivo, incluindo fotografias, trechos, diário de estúdio e cadernos pessoais da banda.
Estreou em número um nas paradas do Reino Unido, vendendo 208 mil unidades em sua primeira semana de vendas. Alcançou o topo das paradas em 17 países, onde tornou-se o terceiro disco da banda à estrear em primeiro lugar nas paradas da Billboard 200, nos Estados Unidos, vendendo 447 mil cópias na primeira semana. Também foi o álbum digital mais vendido pela UK Charts Official Company, sendo o primeiro álbum a vender mais de 80.000 cópias digitais em sua primeira semana. Ele vendeu 83 mil cópias digitais.

“Every Teardrop Is a Waterfall” foi o primeiro single do álbum e foi lançado no dia 3 de Junho de 2011, ao meio-dia via download digital. Em 21 de junho de 2011, o site oficial do Coldplay anunciou que eles iriam lançar um EP digital contendo as músicas “Every Teardrop Is a Waterfall “, “Major Minus” e “Moving to Mars” em 26 de junho. O segundo single do álbum foi Paradise, lançada em 12 de setembro de 2011. Charlie Brown foi o terceiro single, lançado 21 de novembro de 2011. Princess of China foi o quarto single, lançado dia 22 de março de 2012 e Hurts Like Heaven foi o quinto single lançado dia 27 de julho de 2012.

 

In the darkness before the dawn

Leave a light, a light on”

Ghost Stories (2014)

GS
Em 2014, as cores ficaram de lado e uma nova era se iniciou. Em seu sexto álbum, Ghost Stories, Coldplay retorna a uma atmosfera melancólica, porém com influencias da música eletrônica. Lançada em 3 de março, Magic, foi o primeiro single oficial. Entretanto a banda já havia divulgado o clipe de Midnight na semana anterior.

A arte desta nova era ficou por conta de Mila Fürstová, que trabalhou neste projeto por mais de um ano através da técnica de gravura.

No dia 12 de maio, a banda disponibilizou um vídeo-animação com as nove faixas do Ghost Stories para streaming no iTunes, apresentando ao mundo o sucessor de Mylo Xyloto, que seria lançado no dia 19 de maio de 2014. Algumas pessoas puderam ouvir antes álbum na integra durante os shows realizados nos dias 21, 22 e 23 de março, em Los Angeles para a gravação do especial Coldplay: Ghost Stories – lançado em DVD/Blu-ray em novembro do mesmo ano com o título de Ghost Stories Live 2014.

Após 24 horas do lançamento, Ghost Stories alcançou o 1º lugar no iTunes em mais de 100 países, inclusive no Brasil. A banda ainda lançou uma versão deluxe para a loja Target que incluía 3 músicas inéditas.

A rápida turnê durou menos de um ano e alcançou poucos países: Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Austrália, França e Japão.

“We are legends”

A Head Full Of Dreams (2015-201x)

Untitled 1

Após a melancolia de Ghost Stories, retrato fiel do que foi a separação de Chris Martin e sua até então esposa, a banda decidiu não sair em turnê com o disco, e entrou imediatamente em estúdio para gravar o que seria o sétimo álbum da banda.

Sendo assim, o ano de 2015 entra com a promessa do lançamento de um novo álbum, e muitas expectativas sobre a confirmação de uma turnê pela América Latina. Essa expectativa logo teve fim quando, de uma maneira criativa e inovadora, a banda decidiu espelhar diversos cartazes pelo mundo, com as datas do que seriam shows a serem feitos em várias cidades. Chile, Argentina, México, Peru, Colômbia, Brasil… O Coldplay começaria a promover seu novo álbum em terras latinas, e essa nova turnê ganhava vida a cada novo cartaz descoberto por algum fã.

No dia 06 de novembro de 2015, a banda lançou o single “Adventure of a Lifetime”, encerrando oficialmente a intimista e melancólica era de Ghost Stories. “Adventure of a Lifetime” mostra um lado mais vibrante e experimental do Coldplay, demonstrando a sede da banda em se desafiar e criar novos sons.

No dia 04 de dezembro de 2015, a banda lançou oficialmente o álbum de “A Head Full of Dreams”, com 11 faixas e recheado de novidades. De acordo com a banda, este trabalho significa o encerramento de um ciclo, o patamar onde eles realmente queriam chegar. O álbum conta com a participação de diversos músicos, entre eles Beyoncè, que participa da faixa de “Hymn for the Weekend”, Noel Gallagher e seu solo de guitarra fulminante em “Up&up”, a sueca Tove Lo em “Fun”, além de Gwyneth Paltrow, e os filhos de Chris, Apple e Moses, que também cantam em algumas partes do álbum. Outra surpresa que nos trouxe o álbum foi a participação do Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, na faixa-interlúdio de “Kaleidoscope”.

A arte do álbum ficou por conta da artista argentina Pilar Zeta, e seu trabalho surrealista e colorido.

COLD1 - Copia