Coldplay no Brasil [#8] – Rock in Rio

Lucas Caon
5 abr 2016

Poucos meses após a visita do Coldplay ao Brasil com a Viva la Vida Tour, em 2010, a banda foi uma das primeiras atrações anunciadas para o Rock in Rio, que aconteceria no ano seguinte. Não podia ter notícia melhor para os fãs brasileiros.

 

 

A partir do anúncio foram nove longos meses de espera. Enquanto isso soubemos um pouco mais sobre o Mylo Xyloto, o quinto álbum da banda, e a sua data de lançamento: dia 24 de outubro de 2011, 23 dias depois da apresentação no Rock in Rio.

Os shows da Era MX solidificaram a “fase colorida” que a banda vive até hoje. O uso de roupas personalizadas, fogos de artifício, confete, telão com animações e uma super iluminação fazem das apresentações do Coldplay um grande espetáculo. Tudo para que até as pessoas nos lugares mais distantes possam apreciar o show tanto quanto quem está pertinho do palco.

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Roupas e instrumentos grafitados e coloridos e muitos confetes tornaram a apresentação ainda mais grandiosa. Fonte

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Fogos de artifício encantaram a todos que estavam na Cidade do Rock. Fonte

Na apresentação, que foi considerado a melhor daquela edição do Rock in Rio pelo G1, MSN e pelo organizador do festival, Chris se esbaldou! Falou várias palavras em português (<3 Fundaum <3), dançou muito no palco, e ficou tão a vontade que até pichou o palco na frente das mais de 100 mil pessoas que lotavam a Cidade do Rock!

A setlist foi a seguinte:

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Setlist assinada pelos membros da banda. Veja como a Sarah conseguiu essa relíquia no seu relato no fim do post.

O show teve vários momentos emocionantes:

Cover de Jorge Ben Jor

A versão super rockeira de God Put a Smile Upon My Face

Life is for Living, uma música do primeiro álbum da banda que não costuma ser muito tocada

Abaixo fique com relatos de das fãs Keka Kircher e Sarah Schimidt sobre esse dia tão especial!


Keka:

“Em 2011, fui ver a banda se apresentar no Rock in Rio. E assim como para o show de 2010, deixei meus filhos com meu marido e para que eles pudessem me localizar no meio da multidão enquanto o show fosse televisionado. Eu pintei a bandeira do Brasil, usando tinta spray fluorescente para ficar parecido com o estilo visual que a banda tinha adotado para o álbum Mylo Xyloto. Quando meus filhos vissem a bandeira, ali estaria a mamãe. Mas não foi exatamente isso que aconteceu. Na véspera do show, fui para a porta do hotel onde estava hospedado o Coldplay. Claro que os meninos desceram para falar com os fãs, dar autógrafos e fazer fotos. Lá estava eu, super nervosa, disputando lugar para tirar uma foto com o Chris.

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Bem pertinho do super atencioso Chris!

Quando ele se aproximou, como que por impulso, eu entreguei para ele a bandeira que eu havia pintado, disse que era um presente e pedi que ele colocasse no palco durante o show que aconteceria no dia seguinte. Ele pegou o presente, agradeceu, sempre muito educado, me deu um autógrafo e se posicionou ao meu lado para fazer uma foto.

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Autógrafo do Chris.

A sensação era um misto nervosismo, alegria, admiração, gratidão e amor. Apesar da empolgação, o meu respeito pelo Chris é tão grande que eu sequer consegui olhar nos olhos dele. Como o meu inglês é bem primário, ele precisava prestar muita atenção ao que eu falava pra conseguir me entender. Isso fez com que ele ficasse bem pertinho e olhasse pra mim com interesse verdadeiro, de quem quer ser o mais educado e respeitoso possível. Precisei tocar nele para ter certeza de que ele era real e não somente fruto da minha imaginação. No dia do show, já no meio da multidão que lotava a Cidade do Rock, eu estava muito emocionada por ver a minha banda favorita tocar ao vivo novamente. E para completar a minha felicidade, eu pude ver a minha bandeira, aquela que eu pintei no chão do quarto de empregada na casa da minha mãe, aquela que eu dei de presente para o Chris. Lá estava a minha bandeira enfeitando o palco do Coldplay no Rock in Rio, como eu havia pedido ao Chris.

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A bandeira que ficou no palco durante todo o show!

Não conseguia parar de chorar! Essa é ou não é a melhor banda do mundo?”


Sarah:

Cheguei no Rio um dia antes do show. Quando fui ao hotel onde a banda estava o lugar já se encontrava lotado de fãs e foi um super reencontro com os amigos Coldplayers, além de ser um bom momento para conhecer ainda mais fãs bacanas.

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Com coldplayers muito amigos!

Esperamos a banda cantando, e logo o R#42 foi lá filmar a gente. O vídeo depois saiu no site oficial e ficou tão lindo! É uma ótima lembrança desse dia. Consegui conversar com Chris, Will e Jonny, sempre muito amáveis e eu sempre super nervosa, haha. Estava tão nervosa que quando o Will me perguntou qual era a minha música favorita eu disse Such a Rush (que é uma música que gosto muito, mas não é minha favorita). É muito emoção estar frente a frente com seus ídolos e com a confusão de fãs ao redor fica muito difícil dizer o que a gente quer. Eu sempre me esforço pelo menos para dizer o quanto a música deles significa para mim e quanto me ajudaram a me tornar quem eu sou.

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Com William, o melhor baterista!

Fui para a fila e às sete horas da manhã Paula, Lívia e eu escutamos o ensaio e resolvemos ir atrás em busca de mais uma oportunidade de ver os caras e de quebra ter um show particular! Saímos correndo, rindo e brincando enquanto eles cantavam Every Teardrop is a Waterfall e essa é uma grande memória desse dia! Conseguimos driblar a segurança e ver o palco, mas quando entramos o ensaio já tinha acabado.

Depois de intermináveis horas de espera e com muita luta consegui ficar na grande novamente! E depois que entramos o calor, a fome e a sede tornaram aquela uma das experiências mais difíceis da minha vida. Haja paciência, resistência física e amor pelo Coldplay! Passei mal antes do show, mas me recusei a sair do lugar.

Nem precisa falar que foi maravilhoso, né? Ouvir as músicas novas que eu já sabia de cor mesmo antes de ouvir todo o álbum foi muito especial. É uma emoção indescritível. Escutar God Put a Smile Upon Your Face, Every Teardrop is Waterfall e a sempre linda In My Place foi sensacional. E eles ainda tocaram life is Living, que eu amava e adorava assistir a versão do Live 2003 me imaginando em um show…. e naquele momento eu estava fazendo exatamente aquilo! Fui às lágrima. E quando tocaram Charlie Brown, minha música favorita do Mylo Xyloto, eu quase morri de tanto pular! Mas morri mesmo quando o show acabou. Eu desmaiei encostada na grade! Acordei com um roadie me sacudindo e, de quebra, me entregou uma setlist. Quando eu me dei conta do que estava acontecendo a pressão até voltou ao normal com a adrenalina e eu sai correndo de felicidade para encontrar meus amigos.

After the Rock in Rio concert with the setlist

Acabada, mas com a setlist na mão.

Assim que me acalmei só tinha um pensamento: Eu precisava daquela setlist assinada por todos! Voltei para a casa do amigo onde eu estava ficando, mas no outro dia de manhã  bem cedo voltei ao hotel onde a banda estava. Esperei alguns minutos e logo eles desceram a caminho do aeroporto, mas só o Guy e o Chris pararam para dar autógrafos. Já estava triste quando vi o Phil lá do lado, e sabia que ele era o único que poderia me ajudar! E quando conversamos ele lembrou de mim do show de 2010 e da bandeira que eu havia entregue a ele! Eu pedi que ele assinasse a setlist e que levasse no carro para que Jonny e Will pudessem assinar também e ele levou! O Phil é a melhor pessoa, gente!”

 

Dá para ver o quanto que curtir um show do Coldplay é um experiência única, não é? E é sempre emocionante sabe o quanto a nossa banda favorita se importa com seus fãs.
Com certeza dessa vez não será diferente! Os show da A Head Full Dreams renderão maravilhosas lembranças.
Que venham os dias 07 e 10!

 

Lucas Caon

God give me style and give me grace. God put a smile upon my face!