Viva Coldplay Entrevista: Hudson Hank

Diego Luiz
3 ago 2013

394575_378881068845449_1929614408_nGuy Berryman em mais um trabalho como produtor, é responsável pela produção do álbum de estréia da banda Hudson Hank. O Viva Coldplay conversou com o vocalista Sam Oatts, onde ele conta como surgiu a ideia de montar uma banda, a experiência de trabalhar com Guy, suas influências musicais e como foi o processo de gravação do seu primeiro álbum, que terá lançamento mundial no iTunes no dia 13 de agosto deste ano. Clique em leia mais para ler a entrevista completa.

 

h.h logo

Click here to read the English version of this interview.

Diego Luiz:  Olá Sam, primeiramente queria agradecer pela oportunidade de podermos conversar sobre o Hudson Hank.

Diego Luiz:  Como você está?

Sam Oatts: Ótimo! Nós estivemos trabalhando fervorosamente para esse lançamento. Estressante, porém gratificante.

Diego Luiz:  Bom, vamos começar!

Diego Luiz: Geralmente, quando trata-se da construção de uma banda bem sucedida, é importante encontrar membros que estejam dispostos a trabalhar duro e tenham o mesmo objetivo em comum. Conte-nos como você conheceu os membros da banda?

Sam Oatts: Bem, eu concordo. Encontrar uma equipe musical é muito importante. Tem que haver um elemento real de família entre os membros para transpor as inevitáveis dificuldades que uma banda irá enfrentar em sua carreira. Então, com isso em mente, nossas escolhas foram claras. Nosso baterista, Dan, e eu crescemos a lado a lado e tocamos juntos em bandas desde que tínhamos 14 anos. Ele é meu melhor amigo, e não há um dia que eu não valorize a sua sabedoria e talento incrível. Nosso guitarrista, Simon, é virtuoso em muitos aspectos. Nós nos conhecemos enquanto frequentávamos o conservatório (Manhattan School of Music) no início de 2000 e ele não parou de me fazer rir desde então. Seu senso de humor realmente mantém a banda sorrindo, que é tão importante. Para o show ao vivo, nós adicionamos alguns profissionais muito talentosos que eu já trabalhei em turnês e shows da Broadway nos últimos anos. Realmente empolgado para ter uma equipe tão grande.

Hudson Hank Band

Fotos por Marc Santos  – Em ordem: Sam Oatts, Dan Muhlenberg, Simon Kafka e Rob Cookman

Diego Luiz:  Então, qual a história por trás do nome Hudson Hank? Vocês pensaram em outros nomes?

Sam Oatts: Tínhamos pensado em muitos nomes … mas a maioria da banda é do Vale do Rio Hudson (Hudson Valley), em Nova York, há apenas 25 milhas ao norte da cidade de Nova York. Pensamos que seria uma boa homenagem para a bela área da qual somos tão orgulhosos de termos vindo.

Foto por Todd Seekircher, My Shot  Hudson Valley, New York

Diego Luiz:  Sobre o processo de gravação do seu álbum de estreia, onde aconteceu e quais foram os obstáculos a serem superados?

Sam Oatts: Bom, nós começamos em Brooklyn em um estúdio de gravação independente chamado Studio G. A parti daí, eu comecei a trabalhar para Guy Berryman escrevendo arranjos orquestrais para outro projeto (James Levy and the Blood Red Rose), que ele estava produzindo. Nós trabalhamos muito bem juntos e ele gostava das coisas que eu estava fazendo com o Hudson Hank e decidiu se envolver. Então, eu viajei para Londres para gravar o restante do álbum sob a supervisão de seus atentos olhos de produção. A mixagem foi difícil, porque foi feito em Londres, enquanto eu estava em Nova York capital – Não sendo capaz de estar lá para o processo, por vezes a comunicação foi difícil.Nós não poderíamos simplesmente ficar juntos e resolver isso, foram milhares de e-mails… muito tedioso. Mas, Guy e seu engenheiro, Ian Shea, fizeram um trabalho incrível. Havia tantas camadas de cordas, trompetes, guitarras, vocais para decifrar, mas eles fizeram um trabalho magistral, e eu sou muito grato por seu tempo gasto fazendo esse álbum incrível. Foi então enviado para a Abbey Road para masterização.

Diego Luiz:  Sabemos que Guy Berryman é o produtor, fale um pouco sobre como foi trabalhar com ele?

Sam Oatts: Guy tem um ouvido incrível para o processo de gravação, tendo trabalhado em todos os álbuns multi-platina do Coldplay. Desde a qualidade sonora que é exigida em um disco de rock, à forma geral da gravação (como a gravação flui), ele tem um conhecimento muito aprimorado sobre o processo de gravação. Eu certamente aprendi muito! Ele também tem uma grande variedade de gostos musicais com uma afinidade especial para Motown [é um gênero musical que combina os sons de rhythm and blues (R&B) e estilos de música pop] que lhe dá grande perspectiva no estúdio. Grandes produtores têm de ser hábeis comunicadores, musicalmente e interpessoalmente. Guy é bem versado nesse caminho.

Diego Luiz:  Na primeira vez que escutei Earthbone, notei algumas semelhanças de bandas como Sigur Rós, Joy Division, Doves e Depeche Mode. Para aqueles que ainda não conhecem o seu trabalho, como você definiria o som do Hudson Hank? Quem são suas influências?

Sam Oatts: Uau – você mencionou Sigur Ros e Doves. Eu adoro essas bandas! Embora, eu goste de Depeche Mode e Joy Division, não diria que a nossa música tem essa ponte industrial nelas. Eu gosto de música que é cinematográfica por natureza, música que ocupa grandes espaços abertos. Por esse motivo, sempre fui fã do estilo shoegaze britânico do início dos anos 90. Realmente coloca minha cabeça nas nuvens de uma boa maneira!  Além disso, é difícil negar nossas raízes na música clássica. Logo depois do conservatório, eu viajei com orquestras em grandes salões de concertos da Europa, Ásia e dos EUA. Ter que preencher os espaços cavernosos com instrumentos acústicos foi uma grande influência na minha escrita. Gosto de espaço.

Diego Luiz:  A letra em Earthbone, por exemplo, ” And when the wind blows / I got the earth dust in my eyes”, parece fazer alusão a nossa existência no planeta Terra. O que você poderia nos dizer sobre a inspiração por trás das canções de DayBreak [título do álbum]?

Sam Oatts: Bem, eu queria escrever letras que não só representem minhas emoções pessoais, mas que tivessem uma linha em comum, que todas as pessoas poderiam interpretar de sua própria maneira. Algumas das letras podem parecer vagas, mas é nesse espaço onde o ouvinte pode ter seu próprio lugar e se relacionar com suas próprias experiências de vida dentro da música. De qualquer maneira, esse era meu objetivo. Acho que o Coldplay é incrível nesse aspecto.

Diego Luiz:  Quando você está criando uma nova composição, você pensa no fato de que a sua música pode carregar alguma mensagem ou afetar de alguma maneira as pessoas e o mundo ao seu redor?

Sam Oatts: Certamente! A música é uma linguagem que todos nós falamos. Se uma pessoa ou um milhão de pessoas ouvem, nós (o mundo inteiro) constantemente usamos música para comunicar emoção e sentimento. Como uma banda, nós gostamos de focar na comunicação de paz, amor, contemplação / reflexão, arte, etc .

Diego Luiz: Vamos falar um pouco da banda ao vivo. O que as pessoas podem esperar de um show do Hudson Hank?

Sam Oatts: Bem, as pessoas podem esperar algo diferente todas as vezes! Estamos constantemente trabalhando em novas maneiras de apresentação. As vezes, temos uma seção de trompete, as vezes temos uma seção de cordas. Às vezes apenas tocamos só nós 4 e soltamos o rock! Tentamos também ter um componente visual em nossos shows e adoro trabalhar com artistas visuais de todos os meios para criar uma experiência multimídia.

  

Diego Luiz: Qual é a sua canção favorita para tocar ao vivo e por que?

Sam Oatts: Acho que todos nós amamos tocar Earthbone. Ela flui tão bem em qualquer contexto musical. Ela soa bem, independentemente de qual tipo de arranjos que usamos.

Diego Luiz:  O que você poderia dizer sobre os seus planos futuros após o lançamento de DayBreak?

Sam Oatts: Iremos continuar trabalhando duro para fazer música e tocar, tem sido a fabrica da nossa existência coletiva. Mas! Mais importante, eu acho que é hora de irmos tocar no Brasil!!!

Diego Luiz: Para finalizar, já que estamos num site sobre Coldplay, não posso deixar de perguntar, qual a sua música favorita do Coldplay?

Sam Oatts: Bom, complicado. Hoje é uma canção, amanhã já é outra! Todas são brilhantes. Vou dar meu top 3 nesse momento:

1: Life is for Living (Faixa secreta em Parachutes)

2: What if (X&Y)

3: Hurts Like Heaven (Mylo Xyloto)

Diego Luiz: Gostaríamos de agradecer pela entrevista, parabéns pelo trabalho. Desejamos muito sucesso!

Sam Oatts: Obrigado, Irmão!!!!!

 

O lançamento do álbum DayBreak  acontece no dia 13 de agosto, visite o site oficial da banda e curta a página no facebook.

 

Agradecimentos p/ Larissa Castro.

Diego Luiz

@diegolsc